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Por do sol x Nascer do Sol – Qual é a melhor hora para fotografar?

Muitos fotógrafos já sabem que uma das melhores horas para fotografar é a hora dourada, que é quando o sol está nascendo, ou se pondo. Talvez, uma das coisas que eles não saibam é que há algumas diferenças entre esses dois horários, alguns bem óbvios, mas outros, nem tanto. Vamos dar uma olhada?

Em primeiro lugar, se me perguntarem qual é o melhor: pôr do sol ou nascer do sol, eu vou dizer: Depende! Eu confesso que para mim é mais fácil fazer fotos no pôr do sol do que no nascer. Acordar muito cedo, preparar as coisas e quase sempre sair sem tomar café da manhã é bem complicado, mas as vezes em alguns lugares você tem que fazer esse sacrifício.

Cheque a posição do pôr do sol e do nascer para ver qual é o melhor dependendo do local. Eu já fiz fotos em lugares que eram igualmente belos em ambos os horários, mas completamente diferentes. Outros lugares, simplesmente são maravilhosos ao pôr do sol, mas ao nascer do sol são normais. Então, a lição é: use um app para ver a posição do sol, pesquise fotos de outros fotógrafos, e veja qual é mais interessante.

Um outro ponto, que muita gente não presta tanto atenção é que, geralmente, no nascer do sol, os lugares turísticos são mais vazios. Se não fizer tanta diferença em termos de qualidade da luz, é preferível você ir no nascer do sol, já que se for um lugar popular, você vai ter muito mais tranquilidade. A exceção é quando o pôr do sol for bem tarde nos verões dos hemisférios. Tente se programar para fotografar tarde, e aproveite, por que você também não vai ver muita gente disposta a ver o sol se pôr às 10 da noite.

Se você quiser fotografar pessoas na sua paisagem, pode inverter essa lógica!

No final das contas eu diria para você sempre que puder tentar os dois. As fotos com certeza ficarão belas de uma maneira diferente, e você ainda pode pegar condições diversas de clima, iluminação e tentar composições diferentes.

É isso, galera! Se gostou, segue a gente e compartilha com os amigos. Assim você ajuda a gente continuar produzindo nossos vídeos e ajudando mais pessoas ainda! Um abraço! Tchau!

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5 erros comuns que cometi na fotografia de paisagens

Pouco tempo para fotografar cada local

Há uma diferença fundamental entre uma viagem turística e uma viagem fotográfica: o tempo que você vai ficar em cada lugar e os momentos certos. Em uma viagem turística quase sempre o que importa é você conhecer o máximo de lugares no menor período de tempo, e descansar bastante. Já na viagem fotográfica, você vai ter que ralar um pouco mais. Planejamento, acordar antes do sol, dormir de madrugada, fazer longas trilhas para pegar o ângulo e o momento certo.

Prefira mais tempo, em menos lugares. Vá preparado para o clima, fique depois que as pessoas saírem e chegue antes delas chegarem. Pense bem... como você vai se destacar se faz as mesmas imagens de todos os outros?

Seja flexível (Clima, imprevistos do local...)

Cara, nesse tempo que tenho de experiência como fotógrafo de paisagem posso dizer: é osso! No começo eu já ficava nervoso quando o clima piorava, ou quando uma trilha estava fechada por causa de problemas que não estavam no meu controle. Adiantava? Não mesmo.

Então, um bom fotógrafo de paisagem tem que ser resiliente, flexível. É isso. Transforme os limões em limonadas e trate de fazer fotos boas com o clima bom, ruim, faça outro caminho, outra trilha, e lembre-se que sempre há outras oportunidades por aí enquanto você está choramingando.

Equipamentos ruins

Eu tenho algumas histórias tristes de equipamentos ruins que comprei que me deixaram na mão na hora. Mas, adivinha de quem é a culpa? Minha. Claro que é uma droga você ser enganado por uma qualidade inferior, mas por que não pesquisei? Por que não desconfiei do preço baixo?

Já comprei tripés que não aguentavam a câmera, travaram, filtros que atrapalhavam mais que ajudavam, baterias que descarregavam do nada... Nunca aconteceu com memory card, mas imagina: você perder as fotos todas da viagem por causa de uma pão-durice sua? Uma coisa é certa: se você teve dinheiro para viajar, comprar câmeras e lentes, por que não comprar um equipamento confiável?

Apenas 20% do trabalho

Eu simplesmente achava que tirar a foto de paisagem perfeita dependia apenas de duas coisas: um equipamento poderoso e sorte. Engano meu. Fazer a fotografia de paisagem perfeita depende do pré-viagem, durante o planejamento. Depende de você cumprir o que planejou. Depende de durante, você ter a habilidade suficiente para manipular o seu equipamento. Depende de depois, você fazer um pós-processamento de qualidade. E por aí vai...

Na verdade, aquele momento glorioso de apertar o botão da câmera, apesar de muito importante é apenas 20% do trabalho. Então, como um atleta que tem seu auge com a medalha de ouro, não se iluda, há muito treino e planejamento por trás.

Como está a sua orquestra?

Você já ouviu uma banda top de rock, ou uma orquestra? Cada instrumento está lá para desempenhar o seu papel. Alguns de fundo, em momentos certos, alguns predominando, ditando o ritmo. E o que isso tem a ver com a fotografia? Tudo.

A foto é como uma orquestra. Cada cor, luz e elemento está lá para desempenhar o seu papel. Uns são protagonistas e outros são coadjuvantes. Imagina se você começa uma música com todos os instrumentos tentando se destacar, junto com a voz? Vai ficar uma zorra tremenda. Na imagem, você deve também saber dosar a luz, as cores, os elementos. Tudo deve ser um jogo de mostrar e esconder. De suspense e ação.

Como fazer isso? Esse é o segredo dos mestres da fotografia. Conheça as teorias de cores, luzes e sombras. Composição. Estude. Não tenha vergonha de editar e compartilhar sua foto para receber críticas construtivas.

E vocês? Quais os pecados que já cometeram na fotografia de paisagens? Algum desses aí acima?

Espero que tenham gostado, galera! Se gostou, segue a gente e compartilha com os amigos. Assim você ajuda a gente continuar produzindo nossos vídeos e ajudando mais pessoas ainda! Vejo vocês no próximo vídeo! Abraços!

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Dicas de composição – Ep. 1 - Isolando o assunto

Fala, pessoal! A composição é um dos pilares mais importantes da fotografia, por isso, vamos aprofundar um pouco mais nesse assunto falando sobre como isolar o seu assunto na imagem. Quando eu comecei a fotografar, eu queria colocar um monte de coisas no meu frame, e via que minha foto não ficava tão legal quanto a dos fotógrafos profissionais, que pareciam ter algo a mais. Na verdade, não era algo a mais... Era algo A MENOS. Simplicidade é tudo, e vocês vão ver o porquê.

Em primeiro lugar, temos três maneiras de separar o assunto do restante do frame, e vamos falar sobre elas aqui nesse vídeo:

Com a profundidade de campo; Com a distância focal (ou chegando mais perto); E fazendo uma composição contrastante.

Vamos falar um a um aqui com alguns exemplos. Ah! E se você quiser ver alguns exemplos legais nossos também, segue a gente no Instagram e acompanha nossas postagens diárias!

Quando falamos sobre profundidade de campo, estamos falando de separar o assunto do restante do frame usando a famosa técnica de “embaçar o fundo”. O contrassenso aqui é que as pessoas geralmente querem uma foto que apareça o fundo, elas, os detalhes... tudo! E para falar a verdade, o que fica mais legal e profissional é você se ater a um determinado detalhe ou assunto, e deixar o resto de background, só para dar aquele toque mesmo, como uma cortina ou pano de mesa bonito.

Como fazer? É só usar a profundidade de campo (ou famoso “f”) o maior possível. Se você não puder diminuir tanto assim seu “f”, afaste-se e use uma lente zoom para fotografar, que você pode alcançar efeitos parecidos. O importante mesmo é você destacar o seu assunto, para não confundir os olhos de quem está vendo.

Segundo método, pessoal: Aproxime-se. Chegue perto do que você está fotografando. Isso vale não só para você com suas perninhas, mas também usar uma lente com bom poder de aproximação, ou distância focal. Quando você chega perto do seu assunto e você o faz ocupar boa parte do frame, você chama a atenção para o que realmente interessa. Muitas vezes, quando estou ensinando fotografia para meus amigos, a primeira pergunta que faço é: qual é o assunto do seu frame? Surpreendentemente eles ficam confusos e não sabem em pelo menos metade das vezes.

Minha dica é: não faça o observador pensar demais. Entregue o que ele quer ver. Se você coloca milhares de detalhes e coisas e assuntos em um frame, ele se torna não só pouco interessante, mas confuso e difícil de processar. Lembre-se da frase de Michelangelo: "Como fazer uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário."

Vamos agora falar da última técnica que é por meio da própria composição. Por meio de uma composição simples ou contrastante você pode separar o seu assunto do restante do frame e dar a sua foto um poder incrível. Existem tantas formas que fica até difícil falar de todas aqui: cores, claro e escuro, espaço negativo, padrões e anti-padrões. O legal mesmo é você sempre brincar com os opostos. É aí é que entra a inteligência do fotógrafo. Você já pode planejar de antemão, mas depois de um tempo, isso acaba entrando no sangue e você passa a fazer até mesmo sem querer esse tipo de arranjo.

Para treinar, veja fotos de fotógrafos profissionais da sua área de atuação. Tenho a mais absoluta certeza que eles usam essa técnica, e no começo se você se inspirar vai ter ideias para fazer até conseguir criar por si só. Uma outra forma é dar uma saída fotográfica e fotografar apenas com esse apelo, fazendo composições simples e contrastantes. Tente, procure e você achará com mais facilidade do que imagina.

Bom, galera! Era isso que tínhamos para passar para vocês. Se gostaram, aprecio que vocês curtam e compartilhem com os amigos, pois assim podemos continuar fazendo dicas legais e ajudando a todos. Um grande abraço! Tchau, tchau!

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Travel Vlog: Viagem fotográfica pelo Oeste Americano (Utah, Arizona, Nevada e Califórnia)

E aí, pessoal!

Resolvi passar por aqui hoje para liberar todos os vídeos da nossa viagem de Março pelo Oeste e Meio-Oeste dos EUA. Eles já estão disponíveis no YouTube, mas nada como deixar aqui no nosso Blog para vocês entrarem e verem quando quiserem em um cantinho reservado.

Ep.1 - Zion National Park, Bryce Canyon
Ep.2 - Arches National Park, Canyonlands e Castle Valley
Ep.3 - Monument Valley, Antelope Canyon e Horseshoe Bend
Ep.4 - Yosemite National Park
Ep.5 - Yosemite e Costa da Califórnia (Highway 1)

Um abraço à todos!

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Teoria das cores e Iluminação: Como favorecer a sua composição e elevar o nível das suas imagens

Olá, pessoal! O assunto hoje é sobre algo que para mim foi a grande virada de mesa para uma fotografia melhor: O domínio da Teoria das Cores e Iluminação. Essas duas disciplinas são fundamentais, não só na fotografia, mas nas artes em geral e vão fazer você entender por quê algumas imagens tem um grande impacto e outras nem tanto.

Vamos começar pelas cores?

Para o fotógrafo alçar voos maiores na sua arte, é necessário entender como as cores, assim como a composição, afetam a nossa mente. Cada cor traz uma sensação, e assim sendo, é natural que combine com a composição e com a iluminação para dar profundidade à uma foto. No disco das cores, podemos perceber que o amarelo e o vermelho são cores muito mais quentes, e o azul e violeta cores mais frias.

Imagine aquele por do sol, maravilhoso, com uma cor azul? Ou verde? Não funciona, não é mesmo? Sendo assim, temos que saber combinar essas cores adequadamente em nosso frame para trazer a sensação certa ao nosso observador. Calor, frio, isolamento, energia, tranquilidade... esses são alguns exemplos do que podemos fazer combinando essas cores.

Mas como falamos, mais importante que as cores sozinhas é a combinação delas com o panorama geral. Já perceberam que existem fotos onde a composição e a iluminação são ótimas, mas quando olhamos... Nah...! Então. Existem algumas combinações de cores que podem trazer sensações bem interessantes, dependendo da sua composição.

Bem, mas o que seriam das cores se não fosse a luz? Afinal de contas, as cores não passam da luz em frequências diferentes. Por isso, também temos os conceitos de saturação, luminância, sombra e tons, que são aquelas barrinhas todas que vemos na edição das imagens. Não vamos nos aprofundar muito nesse assunto hoje, mas devemos saber que essas variáveis são muito importantes para balancear a imagem, dependendo da qualidade da luz e da sensação a transmitir. Perceba que uma imagem dessaturada parece muito mais melancólica que uma imagem saturada, cheia de energia.

Aproveitando que estamos falando de luz, quero trazer a vocês mais um conceito super importante. Já percebeu, que em muitas imagens há pontos mais claros e outros bem mais escuros? Então... Isso é totalmente natural, e até mesmo benéfico. Nossos olhos tendem a correr para onde é mais claro, que é o foco da nossa atenção. Em alguns casos, onde a foto é totalmente clara, pode-se utilizar o escuro também para chamar a atenção.

O claro e o escuro servem para chamar ou esconder a atenção em algo na foto. Algumas fotos, onde a luz é totalmente distribuída pelo frame em meios-tons e claros, passam a ter muitos focos de atenção e confundem um pouco o observador.

Nas minhas imagens, eu tento seguir essa estratégia, principalmente no pós-processamento. Como eu posso reforçar a iluminação no meu assunto e tirar a atenção de coisas periféricas, sem excluí-las completamente? Note que essa estratégia também é muito usada quando você utiliza aquela lente para embaçar o fundo e destacar o seu assunto. Muda-se a forma, mas na essência, é a mesma coisa.

Bem, pessoal, espero que tenham gostado! Entender as cores e as luzes é fundamental para fazer uma boa fotografia, e nosso objetivo hoje foi fazer você chegar mais perto de representar bem a sua arte! Sigam a gente no face e no instagram para conferir um pouco do nosso trabalho e não esqueçam de compartilhar e curtir se vocês acharam útil!

Um grande abraço! Tchau!

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Review e opiniões sobre a Sigma 150-600mm Contemporary

E aí pessoal! Estamos de volta da nossa viagem e trouxemos alguns “presentinhos” para melhorar nossas fotografias. Um deles é essa lente da Sigma, que está sendo bastante falada por aí, e eu, que buscava uma tele para fotografar vida selvagem, natureza e paisagens fiquei bastante empolgado. Vamos ver se ela atende mesmo ao que ela veio?

1. Preço

Comparada com as outras concorrentes, a Sigma 150-600 C tem um valor bastante atraente. Em torno de 990 dólares, para uma tele com esse alcance brutal, achei uma pechincha. A Tamron tem uma lente na mesma linha, um pouco mais barata, mas pelo que li de outras opiniões de fotógrafos internacionais, resolvi pegar a Sigma por cem dólares a mais. Se eu comparar essa lente com outras da Canon, por exemplo, ela ganha em preço, por muito. Então, nesse tópico essa lente já sai com uma vantagem sobre as outras. Ponto para a Sigma.

2. Peso e portabilidade

Apenas a lente são quase dois quilos. Não é leve. E além disso, ela mede 26 centímetros, ou seja não é nada portátil, principalmente para você viajante mochileiro. Agora, considerando as funcionalidades que ela traz, não há grandes alternativas. Qualquer lente super telezoom como essa, é pesada e longa. Então, sim, isso é um problema, mas não comparado a outras lentes concorrentes. Se você quer teles para fotografia de paisagens e natureza e não quer carregar peso, há algumas opções que chegam no máximo a 300mm. Para 600mm, realmente ainda não vi nada muito melhor.

3. Funcionalidades e uso em campo

Eu gostei muito do resultado da Sigma 150-600mm em campo. As pessoas as vezes pensam: “Ah, é Sigma... será que é bom?” Na boa, galera. Esqueçam isso. A Sigma, Tamron, e até outras marcas emergentes com a Rokinon/Samyang já estão produzindo lentes de deixar as Canon, Nikon e Sony no chinelo. Pensei muito antes de comprar, mas não me arrependi nada. Foco rápido e nítido, mesmo em 600mm. Qualidade das peças por fora: maravilhosa. Bonita e imponente. Ainda tem opções para travar o zoom em 150mm, foco manual e automático, configuração de perfis (ainda não usei). Anéis de foco e zoom deslizantes e funcionais. O bokeh, mesmo com f/6.3 é muito bonito, quando você pega o assunto à distância. Se querem ver por si só, confiram a seguir:

4. Com o que eu devo tomar cuidado?

Se for usar com grande distância focal, à mão livre, use em um tempo de exposição bem curto. Principalmente se for fotografar assuntos em movimento. Minhas fotos ficaram bem nítidas em 1/1000 e 1/2000 e f/6.3 que é o que a câmera oferece em 600mm. Pode aumentar o ISO. É melhor do que borrar a foto. Outra coisa é: Não apoie a câmera no tripé com ela pendurada, use o colar para apoiá-la no tripé. Afinal de contas você não vai querer dois quilos forçando o encaixe da sua câmera na lente.

5. Conclusões

Em suma eu achei a lente fantástica. Sempre gostei de fotos de vida selvagem e natureza e agora me sinto pronto para fazer cliques muito melhores com ela. Para paisagens ela também é maravilhosa, principalmente para detalhes e fotografias à distância onde raramente conseguem-se imagens com grandes detalhes. Custo-benefício excelente, comparada com as concorrentes. Só prepare-se para levar um pouco mais de peso na mochila (e no braço) se quiser explorar esse novo mundo!

Abraços! Até mais!

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6 funções (quase) secretas que você precisa conhecer na sua DSLR

Fala galera! Hoje eu vou provar que você ainda não leu o manual da sua câmera o suficiente. Dá uma olhada nessas funcionalidades bem legais que vão aliviar a sua vida sofrida de fotógrafo!

1.       Detector de “estourados” na imagem

Esse é fenomenal. Quem nunca tirou aquela foto e depois chegou em casa e viu que ela ficou com aquele estourado branco irrecuperável? Não se aflija. Com essa função, você vai poder detectar o estourado logo depois que você tirar a foto, e já te dá a dica para você fazer outra imagem usando uma exposição menor, para não te dar trabalho quando você chegar em casa.

2.       Sinalizador de foco após a foto

Outra funcionalidade sensacional. Se você é fotógrafo de ensaios, acho que você deveria começar a usar AGORA! As vezes, na correria, você sai disparando as fotos confiando no foco automático da câmera. Mesmo que ela sinalize antes de disparar, essa funcionalidade permite você ver no display onde o foco foi acionado para você ter certeza que focalizou o rosto da sua modelo ao invés dos enfeites em volta!

3.       Disparo múltiplo em diferentes exposições

Como fotógrafo de paisagem eu confesso: uso muito esse modo! Para quê ter uma imagem se você pode ter três, em diferentes exposições? Você não está mais na época do vovô: aproveite a tecnologia que você tem, e use esse modo para fazer HDRs e como backup para aquela foto que você tinha certeza que estava ótima, até você tirar ela mais clara ou escura.

4.       Nível virtual

Esse não é tão escondido assim, mas é útil demais. Os tripés mais modernos têm nível de bolha neles, e você até pode comprar um nivelzinho para acoplar na DSLR. Mas, se quiser tirar onda mesmo, use o da própria câmera para nivelar as fotos e conferir se você está mesmo naquela posição certinha antes de dar o seu clique.

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5.       Botão de foco automático traseiro

Que você faz o foco sempre quando aperta o clique até o meio do caminho talvez você já saiba, mas você sabe que pode focar com um botão traseiro da câmera? Qual a vantagem? Faça o foco e clique indefinidamente sem precisar ficar refocando sempre. É muito útil para fotografias de paisagens e de objetos e outras cenas mais estáticas.

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6.       Visualização de profundidade de campo

Quando você olha pelo visor da câmera, você não faz a menor ideia de como vai sair a foto, com a profundidade de campo que você configurou sua lente (f/1.8 ou f/18). Esse botãozinho oculto vai fazer você chorar de emoção quando você descobrir que pode fazer isso antes mesmo de disparar a foto.

É isso aí pessoal! Espero ter ajudado! E vocês? Conhecem mais alguma função Mandrake dessas? Deixa o comentário aí! Não esqueçam de conferir nosso vídeo!

Um abraço!

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7 lugares que você não pode deixar de fotografar na Patagônia

Época: Novembro a começo de Abril

1. Parque Nacional Tierra del Fuego – Ushuaia

Dificuldade: Muito Fácil, Quando: Durante o dia

O Parque Nacional Tierra del Fuego é a porta de entrada para quem quer fotografar paisagens maravilhosas sem muito esforço. As trilhas são fáceis, o acesso é rápido, próximo à cidade e as fotografias, belas. Aqui você pode ousar nas fotografias de montanha e das belíssimas flores da primavera, além das águas cristalinas.

2. Laguna Esmeralda – Ushuaia

Dificuldade: Fácil, Quando: Durante o dia

A Laguna Esmeralda fica um pouco mais para fora de Ushuaia, mas é uma opção fácil para quem gosta de trilhas e fotografias variadas. A caminhada não é tão puxada e você pode aproveitar os bosques, cachoeiras e no final a belíssima Laguna, que tem cor de Esmeralda (meio obvio, não?) para fazer fotografias de reflexos ou até mesmo acampar para umas astrofotografias!

3. Laguna de Los Tempanos – Ushuaia

Dificuldade: Média, Quando: Durante o dia

Essa aqui é um pouquinho mais puxada, mas vale a pena. O caminho é ascendente quase o tempo todo, e geralmente está lotado de lama e terreno desnivelado. Vá preparado para levar o dia todo. A Laguna de los Tempanos é a mais bela de Ushuaia, e você ainda leva de brinde a vista das cavernas de gelo lá em cima. Não caminhe nas cavernas sobre as estruturas congeladas nem entre sem um guia preparado!

4. Ruta 40 – El Calafate/El Chaltén

Dificuldade: Muito Fácil, Quando: por-do-sol

É o caminho natural até El Chaltén saindo da cidade de El Calafate. A viagem dura em torno de duas horas, então, planeje-se para chegar lá próximo ao horário do por-do-sol para você ver um dos maiores espetáculos da terra, ainda na estrada. Aproveite os carros, a pista e a paisagem erma para compor com as montanhas. Sensacional!

5. Fitz Roy e Cerro Torre – El Chaltén

Dificuldade: Muito Fácil, Quando: Nascer e por-do-sol

A paisagem característica da pequena cidade é a grande cordilheira que engloba o Fitz Roy e o Cerro Torre. O melhor é que você pode fotografar esses monumentos naturais apenas indo para o mirante a alguns quilômetros da entrada da cidade. Escolha o nascer ou o por-do-sol para fazer fotografias panorâmicas e zoom das montanhas com suas nuvens, quase constantes, sobre os cumes.

6. Laguna de Los Três – El Chaltén

Dificuldade: Difícil, Quando: Variável

 A trilha até o acampamento Poincenot é bastante tranquila e você pode inclusive fazê-la pelo outro lado, menos popular, da Hosteria Pilar. As paisagens e mirantes são belíssimos, rendendo várias fotos. Do acampamento Poincenot até a Laguna de Los Três, você vai fazer uma trilha BEM cansativa. Se você estiver em dia com a academia, ótimo. Senão, vá com calma, parando e descansando e leve bastante água e alguma comida energética. Ao chegar lá em cima, tudo vai valer a pena!

7. Parque Nacional Torres del Paine (Chile)

Dificuldade: Variável, Quando: Nascer e por-do-sol

Eu poderia fazer um vídeo inteiro só para falar do Torres del Paine. As fotos de lá são incríveis, e os cenários, cada um melhor que o outro. Não faça bate e volta aqui, se quiser fotografar momentos únicos. Reserve pelo menos 3 noites para ficar no parque para pegar as horas mágicas, e se puder reserve pelo menos uma noite na Hosteria Pehoé. Os mirantes lá são espetaculares e você vai praticamente dormir no lugar onde você precisa fotografar. Mais tranquilo, impossível.

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5 segredos para tornar suas fotografias incríveis em 2017 (ou a DIETA das imagens)

Olá pessoal! Perto da virada do ano assisti um vídeo incrível da COOPH (http://www.cooph.com/magazine/features/videos/detail/article/kick-off-the-new-year-with-a-photographers-diet.html) sobre como melhorar as fotografias para 2017 utilizando um acrônimo bem criativo e inteligente. Achei fundamental espalhar esse conhecimento para vocês, já que estamos todos juntos no nosso plano de nos tornarmos cada vez melhores esse ano, principalmente nas imagens. Vamos conferir?

Design

Já reparou por que você gosta mais de uma determinada marca de carro, eletrônicos ou de smartphone sem necessariamente avaliar as especificações técnicas primeiro? O Responsável por isso é o design. Saiba que na fotografia é a mesmíssima coisa: quando a fotografia tem um design impressionante ela chama a atenção se você a registrar com um smartphone ou com uma câmera portátil. Você pode alcançar um design superior sempre utilizando algumas regras básicas de composição como: Linhas guia, para levar os olhos do observador até o seu assunto; Formas geométricas, para brincar com o cenário disponível; Repetições e Padrões, para aguçar a curiosidade, e muitos outros!

Informação

Uma imagem vale mais que mil palavras. Quem nunca ouviu isso? Com a sua imagem você precisa COMUNICAR alguma coisa. Pode ser sutil, ou forte, mas a sua imagem ganha profundidade quando você conta uma história com ela. Como fotógrafo de paisagens, eu registro muitas imagens da natureza nua e crua. Sabe como contar uma história com elas? Insira um elemento humano, ou um ser vivo. Alguém correndo, parado ou fazendo algo vai fazer as pessoas pensarem: o que essa pessoa faz ali? Para onde ela está indo? Quem é ela? Isso faz a sua imagem muito mais interessante.

Emoção

A emoção deriva diretamente do tópico anterior, que é a Informação. Quando você consegue comunicar com sucesso e causar uma sensação no seu espectador, sua imagem causa um impacto, e obviamente se torna muito mais forte. Essa dica é fundamental, principalmente para fotógrafos de rua, documentais e de viagem. O tempo inteiro você pode ver pessoas sorrindo, pensativas ou tristes pelos locais. Tente encaixar isso com uma bela composição em uma fotografia e você estará no caminho certo!

Timing

A fotografia é o momento em que você para o tempo para capturar uma imagem que transmita uma informação e uma emoção, por isso o timing é fundamental. Em poucas frações de segundos uma imagem pode mudar completamente. A iluminação, a ação, uma expressão, se capturadas no momento correto podem ter um efeito impressionante. Antecipe-se à ação. Preveja e imagine a foto antes de tirá-la. Atualmente tenho trabalhado bastante com o disparo contínuo para capturar vários frames e escolher apenas o melhor. Planeje os horários também para pegar a iluminação correta!

Atmosfera

Esse último eu incluí por iniciativa minha. Apesar de não estar no vídeo que assisti, aprendi que a atmosfera de uma imagem pode ter um efeito quase hipnotizante sobre o espectador. Tanto em paisagens quanto em um retrato ou uma fotografia de rua, há várias formas de se gerar uma atmosfera diferenciada para colocar o observador dentro da cena: luzes e sombras, fumaça, neblina, chuva, neve, caos. Vale o que vier. Use os elementos ao seu favor para transmitir sensações e enriqueça a sua imagem além de um frame bonito. Muitas vezes você pode até melhorar a atmosfera de uma foto no pós-processamento! Só tome cuidado para não exagerar.

É isso aí, galera! Assim como toda dieta, a gente tem que começar a praticar para conquistar. Eu mesmo sinto que posso melhorar em alguns desses itens dessa DIETA. E vocês? Qual deles é o seu ponto forte e fraco? Qual vocês julgam mais importante?

Um abraço! Até mais!

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