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Fotografando as Ilhas Faroé - Ep. 1 - Streymoy

É incrível quando podemos conhecer um lugar isolado e repleto de natureza, assim como as Ilhas Feroe. De cara, ficamos um pouco tensos, achando que o lugar poderia ser um pouco ermo demais e dificultar nossa vida nas fotografias e na estadia, mas tudo estava caminhando para ser um excelente momento. Até a descida do avião, que foi um tanto quando “emocionante”, nos fez sentir ainda mais a aventura do lugar desembarcando em plena pista, em um pequeníssimo, mas charmoso, aeroporto.

O vôo era curto. Uma hora e meia da Islândia. A descida acontece praticamente entre duas montanhas, no meio de um fiorde. Sacudiu bastante, mas a perícia do piloto, fez tudo parecer bastante normal por ali. Já no primeiro dia tínhamos programado dar um giro pela ilha de Streymoy, já que as ilhas feroe são extremamente pequenas, e você pode ir de um extremo a outro em uma única manhã. O nosso ideal era visitar alguns lugares próximos que chamassem a atenção.

Como havíamos chegado tarde não tinha grandes coisas a fazer. O tempo bastante fechado também dizia que era hora de voltar para casa. Amanhã é um novo dia.

Novo dia pela frente. A missão era continuar a exploração da Ilha de Streymoy, dessa vez com foco em alguns pontos que marcamos no mapa. De cara, passamos por outro ponto onde, do próprio estacionamento tínhamos a chance de fotografar em uma bela vista a costa faroesa. E foi o que fizemos...

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Dali, partimos imediatamente pegar a famosa cachoeira dupla da ilha, chamada Fossá. Havia uma pequena trilha para atingir o primeiro andar da cachoeira. Resolvemos ficar por ali mesmo e fazer algumas fotos bem interessantes e tomadas aéreas.

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Na maioria das vezes quando estamos fotografando paisagens eu fico atento dentro do carro para qualquer cena que chame a atenção, como foi nesse caso aqui. No meio do caminho a vista impressionante dos penhascos da ilha vizinha de Eysturoy com os dois pilares no mar foi incrível. Na mesma hora pensei em uma longa exposição e paramos ali para fotografar.

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Acho que a sorte estava virando. Já tinha algumas fotos excelentes que estavam ajudando a apagar a lembrança dos últimos dias na Islândia. Mas, ainda faltavam uma gema naquela ilha, e eu tinha reservado a hora dourada justamente para ela. Era a praia de Tjornuvik.

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Bem, por enquanto é isso. Amanhã o dia promete, pois vamos fazer algumas trilhas incríveis e visitar as paisagens mais impressionantes das ilhas. Então... fica com agente e se inscreve para pegar as aventuras da semana que vem. Abraços! Tchau, tchau!

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Fotografando a Islândia - Ep. 3 - Jokulsarlon e Chuvas Intermináveis

No episódio anterior, vocês viram que o clima não estava facilitando muito para fotografar. Além disso quebrei um filtro, e os turistas estavam dando aquele toque especial de dificuldade para completar. Sem problemas. A fotografia de paisagem é assim mesmo: Você tem que ser resiliente. Mas, preparem-se porque é nesse episódio que o bicho pega.

Sabe aquele momento tenso da viagem que tudo parece dar para trás? Então. Ele chegou. Depois de ter recebido o email de cancelamento da nossa expedição até as cavernas de gelo de Vatnajokull e ver que tinha um alerta amarelo para o clima no sul da Islândia com ventos até 120 km/h, a única coisa certa a fazer era simplesmente... seguir em frente.

Para a nossa surpresa conseguimos uma remarcação da expedição para outra caverna de gelo, menor, mas bem mais próxima, no vulcão Katla. Tentamos a sorte. E então...

Avançamos com dificuldade, mas sem parar. Para a nossa surpresa havia um outro carro, exatamente igual, totalmente atolado naquela mistura de terra, gelo e lama de praticamente dias nevando e chovendo. Nosso guia foi bem marcante ao falar: “aqui não deixamos ninguém para trás” e aí que começou a aventura.

No começo, parecia até divertido, mas depois de uma hora, duas, começou a ficar cansativo. Eu já estava pensando no caminho que ainda tínhamos pela frente, e, como iriamos conseguir aproveitar a caverna de gelo com uma frota de carros com turistas atolando e desatolando junto conosco.

Alívio. Chegamos. Eu já estava até meio tonto, e um pouco enjoado de fome e de tanto sacudir. Três horas para chegar, um caminho que normalmente duraria quarenta e cinco minutos. Ainda não havia passado a pior parte. A natureza resolveu brindar a gente com chuva, que as vezes virava granizo, e um pouco de neve.

As cavernas estavam completamente molhadas, e a água vinha de todos os cantos. Era extremamente escorregadio, até mesmo para fixar o tripé. Era quase uma missão impossível fazer uma foto em longa exposição para pegar a bela luz que entrava pelo gelo cristalino, um pouco sujo de cinza vulcânica. Quase. Em quinze segundos de sorte, consegui um momento para fazer a bendita imagem. E que imagem!

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Daí pra frente foi só muita chuva e ventos castigantes. Nossa sorte que estávamos dentro de um Jipe robusto, mas foram três horas escutando o vento e a água batendo na lataria, como se estivéssemos dentro de uma máquina de lavar. Cada lugar no mapa que passávamos, abandonávamos a intenção de descer e visitar pois não havia condições nem visibilidade. Game over para aquele dia. Agora era esperar um milagre para o clima voltar ao normal.

Energias renovadas e vamos nós de novo, agora voltando pela Rota 1. Pensávamos que o clima ia dar uma trégua, mas estávamos enganados. Uma hora depois chegamos à Jokulsarlon, a famosa lagoa dos icebergs, mas para nossa surpresa não tinha icebergs. Talvez pela chuva, talvez pelo frio intenso, até a praia estava sem os famosos diamantes de gelo. Fui teimoso e andei, e aí, com muito custo consegui uma foto preciosa e diferente do que eu já tinha visto.

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Dá pra imaginar a depressão? Em dois dias eu só havia apertado o click 22 vezes. E mesmo assim, as fotos estavam bem aquém do que eu imaginava em uma terra que é recheada de maravilhas naturais e paisagens. Sem problemas. O solzinho começou a aparecer no último dia, como uma despedida melancólica do maravilhosa e temperamental Islândia. Parecia quase um convite para voltar em breve, mas, agora era hora de pensar na próxima aventura.

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Fotografando a Islândia – Ep. 2 - Cachoeiras e Rota 1

No último episódio, fizemos um detour da capital Reykjavik até a península de Snaefellsness para fotografar a montanha de Kirkjufell e suas cachoeiras. Depois de excelentes fotos, não demoramos a pegar o caminho até a famosa Gullfoss, uma das maiores e mais belas cachoeiras da Islândia.

Foram três horas de estrada direto, obviamente, com algumas paradas para lanchar e tomar aquele café. A meta era chegar na hora dourada na Gullfoss para fotografar seu esplendor na melhor luz possível.

Mais uma vez a surpresa foi grande quando chegamos. Pegamos os ventos mais fortes que já enfrentei na minha vida. As cachoeiras estavam bastante congeladas, o que piorava ainda mais a sensação térmica. Mesmo preparado para o frio, era quase insuportável ficar ali. A sensação era que mil agulhas espetavam o rosto, e as mãos já pareciam não estar mais ali.

Era praticamente impossível manter o filtro limpo e sem cristais de gelo. Cada spray da cachoeira que conseguia nos alcançar, congelava imediatamente ao ficar exposto no vidro. Persisti, e finalmente consegui uma foto razoavelmente limpa da majestosa Gullfoss.

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Esse, infelizmente, foi o mais perto que consegui chegar da cachoeira. As pequenas caminhadas até os outros pontos estavam fechadas, completamente congeladas. Não pude esconder a decepção, de não conseguir fazer novamente algumas composições com ela cheia de gelo. No entanto, a segurança sempre vem em primeiro lugar, e o cansaço vinha logo atrás.

Novo dia pela frente, e retornamos para ter um pouco de criatividade na Gullfoss. Lembrei que estava com a minha Sigma tele, e achei que poderia fazer composições mais interessantes utilizando-a. Mas, isso só seria possível sem os fortíssimos ventos de ontem, já que ele facilmente poderia arremessar minha câmera com a lente e tudo, abismo abaixo.

Ok! Por ali já deu. Não tinha muito mais o que fazer, e ainda precisava pegar mais algumas horas de carro passando por várias outras cachoeiras. Quem sabe não iriamos ter a grande sorte adiante? O próximo alvo estava a 120 km dali, e era a famosa Seljalandsfoss, a cachoeira famosa pelas fotografias por detrás dela, e uma novidade que não havíamos visitado da última vez: uma cachoeirinha de nome impronunciável (Gljúfrabúi) que ficava a poucos metros da outra.

Ao chegarmos na Seljalandsfoss, estava LOTADO de turistas. Eu não acho um grande problema isso, desde que todos convivam com respeito e sem atrapalhar. O maior problema era que a maioria deles estava violando a faixa de segurança e se colocando bem na frente da cachoeira para aqueles que queriam fotografar com segurança. O restante da trilha para trás estava completamente congelado e inacessível, principalmente por conta da queda de estalactites que se penduravam em todo lugar. As vezes era até divertido ouvir algumas quebrando e despencando em um barulho como um pequeno trovão.

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Aqui que a surpresa foi boa. Turistas e curiosos geralmente não se enfiam em lugares não populares onde fotógrafos se enfiam. Aproveitei isso para entrar na pequena caverna que desemboca na outra cachoeira que para mim era inédita. A experiência foi sensacional. Nessas horas que eu agradeço de estar com uma roupa resistente à água e a câmera selada.

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Beleza, eu estava feliz. Molhado e feliz. Mas, agora o clima começava a dar indícios de que iria mudar. Aquele solzinho que estava fazendo, começou a ficar meio escondido, e as rajadas de vento batiam com força novamente. Faltava uma grande cachoeira mais à frente: a Skogafoss, e precisávamos chegar lá a tempo de algumas boas fotos.

Chegamos! E acabando de sair do carro eu não me dei conta que o filtro estava frouxo na frente da câmera, e ele espatifou no chão com uma rajada de vento que me acertou. Meu ND 64 da NiSi acabava de morrer ali, e eu fiquei por algum tempo pensando como eu ia fazer minhas longas exposições num lugar simplesmente lotado de cachoeiras e no resto da minha viagem.

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A exposição ficou um pouco longa demais. Eu estava chateado e o clima já começava a castigar. Resolvi não me demorar muito por ali, pois ainda tinha a esperança de pegar os penhascos de Dyrholaey, próximos à Vik ao por-do-sol, e fazer algumas imagens de drone por lá.

Sem chance. O dia estava acabado. A visibilidade era baixa, começou a cair uma nevasca com ventos desumanos e minha moral já estava destruída. Resolvi fazer um chazinho e adivinhem o que aconteceu? Acabei de receber um email dizendo que a nossa expedição de amanhã para as cavernas de gelo de Vatnajokull havia sido cancelado por conta de INUNDAÇÕES. Ok, mas isso é um assunto para o nosso próximo vídeo.

Preparem-se para uma sequência de imagens fortes! E até lá!

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Fotografando a Islândia - Ep. 1 - Kirkjufellfoss e Snaefelsness

Começamos a nossa jornada, viajando para a Islândia, a terra do gelo. Estávamos bastante despreocupados pois já era a nossa segunda vez. A primeira em Maio de 2016, e a segunda agora no final do inverno. Como era de se esperar as condições climáticas eram bem diferentes, e tínhamos a esperança de revisitar os locais com novas cores e composições e ir pela primeira vez em outros, que não tivemos a oportunidade de ir.

Nosso planejamento foi mais curto, já que tínhamos apenas 6 dias disponíveis para pegar as principais paisagens e atrações. No primeiro dia, iriamos pegar o carro no aeroporto e ir direto para a região oeste famosa pelo parque Snaefelsness e pela icônica montanha de Kirkjufell e suas cachoeiras. Daí em diante, iriamos voltar para o percurso normal da Rota 1 e visitar as principais cachoeiras e atrações, percorrendo as cidades principais até Hofn, de onde iriamos voltar até a capital.

O mapa com o planejamento está disponível no nosso blog. Se vocês quiserem visitar, vejam o link na descrição do vídeo. Nessa série eu quero também mostrar o contraste entre algumas paisagens nos períodos que visitamos, que em questão de meses pode se transformar completamente. Vamos lá?

Nossa rota até Kirkjufell foi bastante tranquila. Apesar da ventania desenfreada que é bem comum na Islândia, o céu estava com poucas nuvens e o sol brilhava num clima bem incomum. Pelo planejamento, queríamos chegar até Kirkjufell até o pôr do sol para fotografar em condições especiais essa paisagem.

Foi apertado, mas deu. Chegamos bem na hora, e a surpresa foi grande quando vi a quantidade de gelo que tomava conta do lugar e da trilha. Os turistas e fotógrafos também em grande quantidade, impressionaram. Até as cachoeiras estavam congeladas pela temperatura negativa em pleno sol.

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Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a paisagem completamente branca e as cachoeiras congeladas, mas, a experiência nova era o que importava, e só isso já valia completamente as fotos. Dia seguinte era a oportunidade de acordar cedo para novamente registrar a paisagem em novos ângulos e condições.

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Agora sim, eu senti que estava no jogo novamente! No primeiro dia era uma paisagem que eu já havia visitado e não tinha tanto encanto. Agora era algo totalmente novo: reflexos, cores e gelo. A combinação perfeita para as fotos que eu tinha imaginado nesse fim de inverno. Até mesmo as linhas na imagem ajudaram a montar a composição! Em um dado momento a luz do sol resolveu agraciar o nosso quadro acendendo a pontinha da famosa montanha. Que imagem!

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Eu já estava motivado com as fotos da manhã, e sentindo que aquele dia prometia, mas, infelizmente nossa estadia era curta por ali e até o final do dia tínhamos que chegar na Gullfoss, que era próximo à nossa próxima hospedagem. 3 horas de carro, passando primeiro pela península de Snaefelsness antes de chegar lá.

Foi um bom momento em Arnastapi, mas infelizmente o sol do meio dia estava jogando sombras muito fortes sobre a paisagem e não renderam boas fotos. Aproveitamos para revisitar a famosa budakirkja, a igreja negra mais famosa da Islândia. No entanto, o excesso de turistas nos fizeram antecipar a saída para chegar à Gullfoss próximos ao por-do-sol.

É isso, galera! No próximo episódio, vamos passar pelas famosas cachoeiras islandesas e entrar na parte mais popular da rota 1, que circula a ilha. Se você não quer perder, assina o nosso canal e não esquece de ligar as notificações para ser informado assim que sair o próximo! Abraços e tchau, tchau!

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Roteiro - Viagem Fotográfica pela Islândia

Fala, galerinha! Aqui não tem segredos. Se você quer visitar a Islândia e tirar fotos incríveis, mas não sabe por onde começar, não tema, seus problemas acabaram! :)

Confira nosso roteiro abaixo, e deixa um like ou um comentário, se foi útil para você! Abraços!

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5 erros comuns que eu cometia editando minhas fotografias

Olá pessoal! Vamos falar hoje sobre um assunto muito legal, que vai servir de exemplo para muitos fotógrafos que estão começando, e até para alguns que já estão na estrada há um tempo: erros fundamentais que eu cometia quando editava minhas fotografias há alguns anos atrás. Confere aí!

Então pessoal. Só um breve lembrete: nosso desafio do mês é o #desafiorua, então entra lá no instagram e marque as fotos assim que você terminar de ver nosso vídeo aqui para no final do mês a gente escolher algumas para fazer o review. Agora, sem mais delongas... vamos ao assunto!

  • Saturação e Luminância

Esse engano é cometido muitas vezes por pessoas que estão começando a experimentar os softwares de edição de imagens. A nossa tendência é sempre achar que as cores estão um pouco pálidas e quando você mexe naquela barrinha de luminância então, acaba dando aquele up na foto. Porém, se você começa a exagerar, sua foto fica extremamente “maquiada”. O que eu quero dizer com isso? Você pode usar batom, base, máscara, tanto para fazer uma maquiagem de modelo, quanto para fazer uma maquiagem de palhaço... e é isso que queremos evitar: que sua foto fique na segunda opção.

Use sempre as barrinhas de saturação, vibrância e luminância com moderação. Tenha sensibilidade e veja que na natureza, raramente você vai perceber cores berrantes e contrastes e nitidez extremamente marcantes. Eu mesmo quando vejo minhas fotos de cinco anos atrás percebo que agora é bem melhor equilibrar esses fatores.

  • Luz e sombras

Uma coisa que eu fazia até recentemente é simplesmente não dar espaço para a luz e as sombras no meu frame. Só meios tons. Isso quer dizer o seguinte: quanto aumentamos o alcance dinâmico de uma foto, às vezes, removemos as sombras e as luzes altas da minha imagem e chapamos ela como se fosse um desenho. Por isso que é muito comum que as pessoas pensem que as fotos assim são “artificiais”.

Imagine um frame que seja 100% de luz. Não tem graça né? Na verdade, você não vê nada. Assim como um frame que tenha 0% de luz. Se você tiver 100% de meios-tons, acredite, também vai complicar. O segredo, mais uma vez é o equilíbrio. O que dá tridimensionalidade às fotos são as sombras. E o que chama os olhos para o assunto são as luzes. Então, é só você usar esses dois elementos com inteligência para pontuar melhor nesse joguinho da fotografia.

Repare nessa foto aqui. Por mais que seja ótimo que você veja todos os elementos de um lugar, é muito melhor você escolher o principal e deixar outras coisas figurando, apenas para compor. Uma das formas de fazer isso é manipular as luzes e sombras ao seu favor.

  • Super HDR

Sim, eu já fui adepto dos softwares de HDR até pouco tempo. Usava o Photomatix em praticamente as minhas fotos de paisagem. Porém, o problema não está nos softwares em si. Está, mais uma vez, no exagero.

Os softwares de HDR são editores quase automáticos para suas fotos ganharem alcance dinâmico e ficarem mais vivas. No entanto, eu botava minha foto nessa maquininha e depois ela saia exagerada, com vários problemas técnicos como: halos de luz, supernitidez, supersaturação, ruídos. Mais uma vez, ficava extremamente artificial.

Se você gosta do HDR, isso é ótimo, mas use com moderação. Tome cuidado para aquele ponto de luz ou sombra na sua foto ficar totalmente chapado e suas imagens não saírem com cores que você só vai ver em um saquinho de MM’s.

  • Sombras e Highlights

Esse é clássico e confesso que tenho até um vídeo no canal que ensina a fazer exatamente o que eu vou criticar aqui: cuidado ao fazer aquele workflow padrão de aumentar as sombras e diminuir os highlights!

O que eu quero dizer: tudo DEPENDE da sua foto. Se você fez uma exposição muito clara, o que pode acontecer é você detonar o céu e chapar completamente o seu cenário. Se você fez uma exposição muito escura, você corre o risco de acabar com as suas luzes, deixando elas cinzas, e gerar um monte de ruído nas suas sombras.

Quando você fizer isso, faça com moderação. Observe o que acontece com a sua foto, e se ficou natural ou não. Claro que isso tudo é muito subjetivo, mas conforme você vai vendo outros trabalhos e praticando, a tendência é você refinar o seu olhar e passar a modular mais a sua edição e não repetir sempre as mesmas coisas.

  • Nitidez e Suavidade

O que acontece quando sua imagem está totalmente nítida? Você perde a referência, ou seja, você fica confuso, com excesso de elementos, e perde um pouco o assunto. Um exemplo é quando você faz uma foto com o fundo embaçado e outra sem. Nas paisagens, quando o fundo fica muito nítido isso também acaba tirando um pouco o realismo da imagem, pois quanto mais longe está o objeto, mais suave se torna a sua visão devido ao efeito de difração.

Quando a imagem está totalmente suave, acontece a mesma coisa. Você perde a referência. Tem a impressão que a foto está borrada, tremida, ou então sem textura e detalhes. Geralmente, se o assunto está muito suave, há uma impressão de que a foto não foi bem tirada também (exceto quando essa era a intenção).

O ideal é que você balanceie esses dois elementos na imagem. Nitidez no que interessa e suavidade nos outros elementos. Se você estiver editando um retrato, uma fotografia de ensaio, ou casamento, o ideal é que você também não exagere na luminância negativa ou na suavidade quando está tratando da pele na imagem para ela não ficar parecida com um fantasma. Todo rosto tem detalhes, e eles agregam bastante se forem mantidos, ou suavizados, mas não retirados.

É isso pessoal! Espero que tenham gostado! Compartilha nosso vídeo com aquele amigo fotógrafo para ele também não cometer mais esses enganos que eu um dia já cometi! Lembrando sempre que fotografar é arte, e mesmo que você as vezes pense diferente do seu colega, nenhum de nós está certo ou errado. É tudo uma questão de gosto pessoal! Abraços povo! Tchau, tchau!

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Fotografia de Paisagem pela Europa - Eslovênia, Áustria e Itália

E aí, pessoal!
Em novembro desse ano tivemos a honra de fotografar lindíssimas paisagens de outono nas regiões dos alpes italianos (Dolomitas), Áustria e Eslovênia. Essas regiões são fantásticas nessa época do ano, com uma mistura de neve e cores de outono que são um verdadeiro festival de paisagens e composições para o fotógrafo!

Confere um pouco aí!

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Máscaras de Luminosidade no Lightroom: Simples e na Prática

E aí, Lightroomzeiros? Tudo em cima?

Você sabia que você pode chegar bem perto de usar técnicas de Máscara de Luminosidade no Lightroom? Sim! Com essa nova funcionalidade, você pode aplicar edições seletivas, entendendo simplesmente como funciona essa barrinha nova que colocaram recentemente no nosso amado software.

Confere aí embaixo!

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