Oi, Pessoal! Muitos me perguntam quais as coisas mais importantes para se considerar em um planejamento de viagens fotográficas? Segue o que eu penso, com a minha experiência de 5 anos fazendo isso:

1.       Use o 500px/Instagram

Qual o melhor lugar para buscar pelos melhores pontos para fotografar quando você ainda não conhece nada? A internet é claro! As melhores ferramentas na minha opinião são o 500px, que é uma plataforma altamente voltada para fotógrafos. E o instagram, que é a rede mais popular de compartilhamento de fotos do mundo.

O que você tem que fazer é bem simples: coloque palavras chaves que remetam aos lugares que você vai, e de bônus, alguma coisa que tenha a ver com momentos do dia, ou do ano, como por exemplo: “patagônia autumn”, ou “outono na patagônia”. Você vai ver milhares de resultados de outros fotógrafos com os lugares para você se inspirar. No instagram, pesquise pelas hashtags e pela geolocalização. Não tem como errar!

2.       Use roteiros de Workshops Fotográficos de terceiros

Essa aqui é muito boa, principalmente se você quer pegar aqueles caminhos mais detalhados e pouco frequentados. Há alguns fotógrafos de paisagens muito bons por aí com roteiros já determinados para os workshops que eles fazem. O lance é, se você tem coragem, usar esse roteiro, ou pelo menos se inspirar.

Eu já me baseei em roteiros do Toma Bonciu, Daniel Kordan, Erez Marom. No final das contas, se você for no google e digitar “Workshop Landscape Photography” você vai achar centenas de resultados. Se você quiser ser mais específico, digite também o lugar que você quer ir. Pegue o roteiro, e vai pra próxima dica!

3.       Use o Google Maps (My Maps)

Depois que você já souber as fotos que você vai tirar, agora você tem que chegar até elas. Não existe pra mim ferramenta melhor do que o My Maps do Google para poder organizar o roteiro da viagem. Lá, eu consigo criar as rotas, marcar os lugares que vou dormir, marcar os lugares das fotos, e depois exportar. Essa parece bem óbvia, mas é bom você ter na palma da mão a sua viagem, e até mesmo os planos B, caso algo dê errado.

4.       Use o Google Earth

Pra quem é mais detalhista, o Google Earth pode ser uma ferramenta poderosa para planejar os locais de foto. Você praticamente pode simular o ponto de vista que você vai fotografar com detalhes. Quando você já sabe onde vai, e quando, essa ferramenta dá conta do como. É sensacional!

5.       Pesquise no Airbnb, Booking, Expedia, TripAdvisor...

Pesquise por hospedagens em sites conhecidos como: Airbnb, Booking, Expedia, TripAdvisor... eu fazia 90% da minha viagem com o Booking, mas hoje estou super tranquilo e feliz com o Airbnb. As opções são maravilhosas se você souber pesquisar.

Uma vez eu reservei uma noite no Death Valley, mas, na pressa eu não me dei muita conta das avaliações e do valor estranhamente baixo. Quando chegou lá, foi a maior furada! Mal dormimos, e prejudicou praticamente dois dias de fotografias por conta do stress que passamos. Então, eu recomendo que você procure por locais com avaliações positivas e de uma quantidade representativa de pessoas. Desconfie de lugares muito baratos.

6.       Não faça mais de 4 horas de estrada por dia

Uma outra regra que uso nas minhas viagens é: Não ficar a mais de 4 horas de distância da próxima hospedagem. Quando você viaja para lugares ermos para fotografar, os imprevistos são diversos e aquela viagem de 4 horas pode virar 8 facilmente. Fora que é muito cansativo você ficar correndo de um lado para o outro para fotografar em horas específicas do dia.

Eu já peguei estradas congeladas, nevascas, tempestades, caminhos fechados por causa de deslizamentos e até retornos de mais de cem quilômetros por causa de acidentes naturais. Então, se você realmente precisa viajar mais de quatro horas de uma hospedagem para outra, prepare-se para matar esse dia se algo der errado.

7.       Fique próximo aos lugares das fotos da Golden Hour

Outra coisa fundamental para mim é ficar o mais próximo possível dos lugares que eu tenho um interesse especial em fotografar. Próximo, na minha linguagem é no máximo meia hora de carro. Porquê? Já tentou acordar de madrugada para ir fotografar o nascer do sol? Não é uma experiência muito agradável, ainda mais quando você tem que fazer trilhas.

Mesmo que seja um pouco mais caro, dê um jeito de ficar perto dos lugares especiais para pegar as horas douradas. Eu tenho experiência que isso funciona bastante, até porque tira aquela preguiça, e aumenta suas chances de pegar uma condição de clima especial. Na Islândia, eu dormi a cinco minutos da Kirkjufellfoss. No pôr do sol estava lotado de turistas, e o clima tava uma droga. No nascer do sol no dia seguinte estava o paraíso!

8.       Alugue um carro (Decente!)

Eu não consigo imaginar uma viagem fotográfica sem mobilidade. Depender de horário de ônibus ou outros transportes de terceiros para chegar a lugares complicados pode matar a sua viagem. Ou pelo menos você vai ter muita dificuldade...

Alugue um carro. E não só isso: Alugue um carro decente! Se você vai só dar aquele rolezinho pela toscana, pode ficar tranquilo, de repente um carrinho 1.0 resolve, é só ver se dá pra levar as malas. Agora, não faça como eu, que aluguei um CORSINHA SEDAN para rodar mais de mil quilômetros na Patagônia Argentina e Chilena.

Alguns pontos da estrada eram péssimos, e dentro dos parques a coisa pode ficar ainda pior. Em alguns momentos eu cheguei a pedir pelo amor de deus para o carro aguentar, e no final, deu tudo certo. Acho que vocês entenderam o recado. Não seja pão duro aqui pois você pode colocar sua viagem toda a perder!

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