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Fotografando a Noruega - Ep. 2 - Ilhas Lofoten (Vestvågøy)

Nossa aventura finalmente chega as Ilhas Lofoten, entrando pela famosa estrada que vai até a pontinha do famoso arquipélago.  Antes de chegar lá, paramos e dormimos exatamente antes da grande ponte que marca a entrada desse lugar.

Eu não esperava grandes fotos ali, já que ia ser uma espécie de lugar de transição na viagem, bem típico para você recarregar as energias. Mas a composição à noite era incrível! E, pra complementar, nossa amiga, a dama de verde, resolveu dar as caras novamente naquela noite.

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Era uma viagem longa até Vestvagoy, uma das ilhas do arquipélago de Lofoten, que ficava mais ou menos no meio termo dos pontos que íamos visitar. O lugar era estratégico, para cada dia visitar um conjunto de praias famosas da região, e a ponta sul, famosa pelas regiões de reine e hamnoy. Logo ao chegar, percebemos que apesar da lua quase cheia, seria mais uma noite de auroras sobre nosso Rorbu.

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Acordamos e começamos logo cedo pela famosa praia de Uttakleiv, conhecida pelas suas pedras arredondadas. Nossa meta era fazer fotos novas em um lugar extremamente registrado pelos grandes fotógrafos de paisagem no mundo.

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Na volta para nosso Rorbu, procurei olhar com muita atenção pela janela do carro já que os lagos e florestas cobertos de neve estavam favorecendo uma foto que eu queria fazer há tempos: uma única e solitária árvore no meio da imensidão nevada.

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Consegui. E para minha surpresa, essa foi uma das minha fotos favoritas dessa viagem. Feita de dentro do carro, com a minha camerazinha mirrorless!

É isso, galera! No próximo episódio, preparem-se, pois as paisagens mais épicas da Noruega estão por vir. Foi uma combinação perfeita de sorte, hora e localização! Assina aí o canal e compartilha com aquele amigo ou amiga com quem você gostaria de fazer essa viagem. Um abraço e tchau, tchau!

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Fotografando a Noruega - Ep. 1 - Senja

A última parte da nossa viagem, talvez tenha sido a mais mágica. Já saindo de Faroe, passamos pela pequena cidade de Bergen na Noruega, e aguardamos um aviãozinho no mínimo peculiar: um Bombardier, bi-hélice da Wideroe. Parecia uma viagem no tempo. Ele era bem antiguinho e pequeno dentro, mas passava uma sensação de segurança muito boa. O barulho das hélices, e aquela vista ao lado do trem de pouso era incrível.

Chegamos a Tromso. A cidade pra mim já era um verdadeiro mito, já que sempre ouvi falar dela como a capital das auroras boreais. Dito e feito, mas, eu esperava um pouco de neve, não tanta neve assim. Partimos e pegamos logo uma nevasca de cara. O caminho foi assustador, e à noite. Ainda por cima, tínhamos que comprar alguns mantimentos para passar os próximos dias em Senja. 3 horas de estrada debaixo de neve e em cima de gelo. Graças a Deus, chegamos bem e já tivemos uma incrível surpresa.

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Partimos para as pequenas cidades litorâneas de Senja para caçar fotos naquele maravilhoso cenário invernal. Não demorou até achar um lugarzinho pacato e perfeito para algumas fotos matinais. O clima estava maravilhoso e obviamente isso animava muito, já que a noite poderiam rolar mais auroras. Antes disso, achamos um lugar perfeito, já ao por do sol para fotografar uma enorme montanha com o seu espelho d’agua.

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Estava chegando a hora. E, talvez, a noite mais incrível da viagem surgiu. Ainda antes do pôr do sol, alguns riscos já apareciam no céu índigo e corri com a câmera para registrar esses momentos.

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No dia seguinte, começamos a arrumar as coisas para ir embora. Mas, não havia acabado. Uma pequena floresta nevada despertou nossa atenção, e aí, paramos novamente para tentar uma foto que não era muito a minha praia, mas...

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É isso galera! No próximo episódio tem mais auroras na nossa rota para as famosíssimas Ilhas Lofoten. Assina nosso canal, liga as notificações pra você não perder nenhum detalhe da nossa aventura. Um abraço e tchau, tchau.

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Fotografando as Ilhas Faroé – Ep.2 – Vagar

Lá vamos nós novamente, dessa vez para a região que tem as paisagens mais populares da ilha. A trilha da Traelanipa é talvez a mais famosa das Ilhas Faroé, e com certeza ela estava nos nossos planos. Esse foi o primeiro lugar que fomos, logo cedo, para tentar uma iluminação mais branda nas nossas paisagens.

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Incrível. Era uma das paisagens mais impressionantes que eu já tinha visto. O isolamento, o vento rascante e selvagem e a os pássaros aninhados no penhasco gigantesco. Estar ali era como estar em comunhão com a natureza. Eu amo sentir a mistura de medo com excitação que é comum quando estamos em um lugar assim. Fomos adiante, imaginando que muito mais ainda estava por vir.

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Essa era minha meta nas Ilhas Faroé. Fotos brutas de uma natureza crua. Ainda era manhã e até o momento estávamos zerando o local. Fantástico!

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Dessa vez eu não tinha o que reclamar. Parecia até que a sorte tinha virado. Eu iria fazer a trilha até a Witch’s Finger, mas minha tele supriu o que eu queria, e ainda mais um pouco, do lado do carro! Eu só tive que driblar o vento. Nada melhor para descansar um pouco. Dali, fomos embora almoçar para depois pegar a paisagem mais famosa da ilha na hora dourada: a incrível cachoeira de Gasadalur.

Chegamos. O lugar era realmente incrível e não devia nada para as fotos que eu havia visto pela rede. Sabe aquela sensação de estar perdido em tamanha beleza e grandiosidade? Eu fiquei assim, e até demorei um pouco para achar a composição ideal, depois de tentar fotos em vários pontos diferentes da pequena encosta.

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É isso, pessoal! De moral cheia, voltamos para casa para amanhã fazer o trajeto até a ilha de Eysturoy. Essa ilha escondeu algumas das fotos e vídeos mais sensacionais que eu nem imaginava que eu ia conseguir nessa viagem. Se você quer conferir, se inscreve no nosso canal e não perde a semana que vem! Abraços! Tchau, tchau!

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Fotografando as Ilhas Faroé - Ep. 1 - Streymoy

É incrível quando podemos conhecer um lugar isolado e repleto de natureza, assim como as Ilhas Feroe. De cara, ficamos um pouco tensos, achando que o lugar poderia ser um pouco ermo demais e dificultar nossa vida nas fotografias e na estadia, mas tudo estava caminhando para ser um excelente momento. Até a descida do avião, que foi um tanto quando “emocionante”, nos fez sentir ainda mais a aventura do lugar desembarcando em plena pista, em um pequeníssimo, mas charmoso, aeroporto.

O vôo era curto. Uma hora e meia da Islândia. A descida acontece praticamente entre duas montanhas, no meio de um fiorde. Sacudiu bastante, mas a perícia do piloto, fez tudo parecer bastante normal por ali. Já no primeiro dia tínhamos programado dar um giro pela ilha de Streymoy, já que as ilhas feroe são extremamente pequenas, e você pode ir de um extremo a outro em uma única manhã. O nosso ideal era visitar alguns lugares próximos que chamassem a atenção.

Como havíamos chegado tarde não tinha grandes coisas a fazer. O tempo bastante fechado também dizia que era hora de voltar para casa. Amanhã é um novo dia.

Novo dia pela frente. A missão era continuar a exploração da Ilha de Streymoy, dessa vez com foco em alguns pontos que marcamos no mapa. De cara, passamos por outro ponto onde, do próprio estacionamento tínhamos a chance de fotografar em uma bela vista a costa faroesa. E foi o que fizemos...

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Dali, partimos imediatamente pegar a famosa cachoeira dupla da ilha, chamada Fossá. Havia uma pequena trilha para atingir o primeiro andar da cachoeira. Resolvemos ficar por ali mesmo e fazer algumas fotos bem interessantes e tomadas aéreas.

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Na maioria das vezes quando estamos fotografando paisagens eu fico atento dentro do carro para qualquer cena que chame a atenção, como foi nesse caso aqui. No meio do caminho a vista impressionante dos penhascos da ilha vizinha de Eysturoy com os dois pilares no mar foi incrível. Na mesma hora pensei em uma longa exposição e paramos ali para fotografar.

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Acho que a sorte estava virando. Já tinha algumas fotos excelentes que estavam ajudando a apagar a lembrança dos últimos dias na Islândia. Mas, ainda faltavam uma gema naquela ilha, e eu tinha reservado a hora dourada justamente para ela. Era a praia de Tjornuvik.

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Bem, por enquanto é isso. Amanhã o dia promete, pois vamos fazer algumas trilhas incríveis e visitar as paisagens mais impressionantes das ilhas. Então... fica com agente e se inscreve para pegar as aventuras da semana que vem. Abraços! Tchau, tchau!

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Fotografando a Islândia - Ep. 3 - Jokulsarlon e Chuvas Intermináveis

No episódio anterior, vocês viram que o clima não estava facilitando muito para fotografar. Além disso quebrei um filtro, e os turistas estavam dando aquele toque especial de dificuldade para completar. Sem problemas. A fotografia de paisagem é assim mesmo: Você tem que ser resiliente. Mas, preparem-se porque é nesse episódio que o bicho pega.

Sabe aquele momento tenso da viagem que tudo parece dar para trás? Então. Ele chegou. Depois de ter recebido o email de cancelamento da nossa expedição até as cavernas de gelo de Vatnajokull e ver que tinha um alerta amarelo para o clima no sul da Islândia com ventos até 120 km/h, a única coisa certa a fazer era simplesmente... seguir em frente.

Para a nossa surpresa conseguimos uma remarcação da expedição para outra caverna de gelo, menor, mas bem mais próxima, no vulcão Katla. Tentamos a sorte. E então...

Avançamos com dificuldade, mas sem parar. Para a nossa surpresa havia um outro carro, exatamente igual, totalmente atolado naquela mistura de terra, gelo e lama de praticamente dias nevando e chovendo. Nosso guia foi bem marcante ao falar: “aqui não deixamos ninguém para trás” e aí que começou a aventura.

No começo, parecia até divertido, mas depois de uma hora, duas, começou a ficar cansativo. Eu já estava pensando no caminho que ainda tínhamos pela frente, e, como iriamos conseguir aproveitar a caverna de gelo com uma frota de carros com turistas atolando e desatolando junto conosco.

Alívio. Chegamos. Eu já estava até meio tonto, e um pouco enjoado de fome e de tanto sacudir. Três horas para chegar, um caminho que normalmente duraria quarenta e cinco minutos. Ainda não havia passado a pior parte. A natureza resolveu brindar a gente com chuva, que as vezes virava granizo, e um pouco de neve.

As cavernas estavam completamente molhadas, e a água vinha de todos os cantos. Era extremamente escorregadio, até mesmo para fixar o tripé. Era quase uma missão impossível fazer uma foto em longa exposição para pegar a bela luz que entrava pelo gelo cristalino, um pouco sujo de cinza vulcânica. Quase. Em quinze segundos de sorte, consegui um momento para fazer a bendita imagem. E que imagem!

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Daí pra frente foi só muita chuva e ventos castigantes. Nossa sorte que estávamos dentro de um Jipe robusto, mas foram três horas escutando o vento e a água batendo na lataria, como se estivéssemos dentro de uma máquina de lavar. Cada lugar no mapa que passávamos, abandonávamos a intenção de descer e visitar pois não havia condições nem visibilidade. Game over para aquele dia. Agora era esperar um milagre para o clima voltar ao normal.

Energias renovadas e vamos nós de novo, agora voltando pela Rota 1. Pensávamos que o clima ia dar uma trégua, mas estávamos enganados. Uma hora depois chegamos à Jokulsarlon, a famosa lagoa dos icebergs, mas para nossa surpresa não tinha icebergs. Talvez pela chuva, talvez pelo frio intenso, até a praia estava sem os famosos diamantes de gelo. Fui teimoso e andei, e aí, com muito custo consegui uma foto preciosa e diferente do que eu já tinha visto.

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Dá pra imaginar a depressão? Em dois dias eu só havia apertado o click 22 vezes. E mesmo assim, as fotos estavam bem aquém do que eu imaginava em uma terra que é recheada de maravilhas naturais e paisagens. Sem problemas. O solzinho começou a aparecer no último dia, como uma despedida melancólica do maravilhosa e temperamental Islândia. Parecia quase um convite para voltar em breve, mas, agora era hora de pensar na próxima aventura.

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Fotografando a Islândia – Ep. 2 - Cachoeiras e Rota 1

No último episódio, fizemos um detour da capital Reykjavik até a península de Snaefellsness para fotografar a montanha de Kirkjufell e suas cachoeiras. Depois de excelentes fotos, não demoramos a pegar o caminho até a famosa Gullfoss, uma das maiores e mais belas cachoeiras da Islândia.

Foram três horas de estrada direto, obviamente, com algumas paradas para lanchar e tomar aquele café. A meta era chegar na hora dourada na Gullfoss para fotografar seu esplendor na melhor luz possível.

Mais uma vez a surpresa foi grande quando chegamos. Pegamos os ventos mais fortes que já enfrentei na minha vida. As cachoeiras estavam bastante congeladas, o que piorava ainda mais a sensação térmica. Mesmo preparado para o frio, era quase insuportável ficar ali. A sensação era que mil agulhas espetavam o rosto, e as mãos já pareciam não estar mais ali.

Era praticamente impossível manter o filtro limpo e sem cristais de gelo. Cada spray da cachoeira que conseguia nos alcançar, congelava imediatamente ao ficar exposto no vidro. Persisti, e finalmente consegui uma foto razoavelmente limpa da majestosa Gullfoss.

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Esse, infelizmente, foi o mais perto que consegui chegar da cachoeira. As pequenas caminhadas até os outros pontos estavam fechadas, completamente congeladas. Não pude esconder a decepção, de não conseguir fazer novamente algumas composições com ela cheia de gelo. No entanto, a segurança sempre vem em primeiro lugar, e o cansaço vinha logo atrás.

Novo dia pela frente, e retornamos para ter um pouco de criatividade na Gullfoss. Lembrei que estava com a minha Sigma tele, e achei que poderia fazer composições mais interessantes utilizando-a. Mas, isso só seria possível sem os fortíssimos ventos de ontem, já que ele facilmente poderia arremessar minha câmera com a lente e tudo, abismo abaixo.

Ok! Por ali já deu. Não tinha muito mais o que fazer, e ainda precisava pegar mais algumas horas de carro passando por várias outras cachoeiras. Quem sabe não iriamos ter a grande sorte adiante? O próximo alvo estava a 120 km dali, e era a famosa Seljalandsfoss, a cachoeira famosa pelas fotografias por detrás dela, e uma novidade que não havíamos visitado da última vez: uma cachoeirinha de nome impronunciável (Gljúfrabúi) que ficava a poucos metros da outra.

Ao chegarmos na Seljalandsfoss, estava LOTADO de turistas. Eu não acho um grande problema isso, desde que todos convivam com respeito e sem atrapalhar. O maior problema era que a maioria deles estava violando a faixa de segurança e se colocando bem na frente da cachoeira para aqueles que queriam fotografar com segurança. O restante da trilha para trás estava completamente congelado e inacessível, principalmente por conta da queda de estalactites que se penduravam em todo lugar. As vezes era até divertido ouvir algumas quebrando e despencando em um barulho como um pequeno trovão.

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Aqui que a surpresa foi boa. Turistas e curiosos geralmente não se enfiam em lugares não populares onde fotógrafos se enfiam. Aproveitei isso para entrar na pequena caverna que desemboca na outra cachoeira que para mim era inédita. A experiência foi sensacional. Nessas horas que eu agradeço de estar com uma roupa resistente à água e a câmera selada.

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Beleza, eu estava feliz. Molhado e feliz. Mas, agora o clima começava a dar indícios de que iria mudar. Aquele solzinho que estava fazendo, começou a ficar meio escondido, e as rajadas de vento batiam com força novamente. Faltava uma grande cachoeira mais à frente: a Skogafoss, e precisávamos chegar lá a tempo de algumas boas fotos.

Chegamos! E acabando de sair do carro eu não me dei conta que o filtro estava frouxo na frente da câmera, e ele espatifou no chão com uma rajada de vento que me acertou. Meu ND 64 da NiSi acabava de morrer ali, e eu fiquei por algum tempo pensando como eu ia fazer minhas longas exposições num lugar simplesmente lotado de cachoeiras e no resto da minha viagem.

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A exposição ficou um pouco longa demais. Eu estava chateado e o clima já começava a castigar. Resolvi não me demorar muito por ali, pois ainda tinha a esperança de pegar os penhascos de Dyrholaey, próximos à Vik ao por-do-sol, e fazer algumas imagens de drone por lá.

Sem chance. O dia estava acabado. A visibilidade era baixa, começou a cair uma nevasca com ventos desumanos e minha moral já estava destruída. Resolvi fazer um chazinho e adivinhem o que aconteceu? Acabei de receber um email dizendo que a nossa expedição de amanhã para as cavernas de gelo de Vatnajokull havia sido cancelado por conta de INUNDAÇÕES. Ok, mas isso é um assunto para o nosso próximo vídeo.

Preparem-se para uma sequência de imagens fortes! E até lá!

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Fotografando a Islândia - Ep. 1 - Kirkjufellfoss e Snaefelsness

Começamos a nossa jornada, viajando para a Islândia, a terra do gelo. Estávamos bastante despreocupados pois já era a nossa segunda vez. A primeira em Maio de 2016, e a segunda agora no final do inverno. Como era de se esperar as condições climáticas eram bem diferentes, e tínhamos a esperança de revisitar os locais com novas cores e composições e ir pela primeira vez em outros, que não tivemos a oportunidade de ir.

Nosso planejamento foi mais curto, já que tínhamos apenas 6 dias disponíveis para pegar as principais paisagens e atrações. No primeiro dia, iriamos pegar o carro no aeroporto e ir direto para a região oeste famosa pelo parque Snaefelsness e pela icônica montanha de Kirkjufell e suas cachoeiras. Daí em diante, iriamos voltar para o percurso normal da Rota 1 e visitar as principais cachoeiras e atrações, percorrendo as cidades principais até Hofn, de onde iriamos voltar até a capital.

O mapa com o planejamento está disponível no nosso blog. Se vocês quiserem visitar, vejam o link na descrição do vídeo. Nessa série eu quero também mostrar o contraste entre algumas paisagens nos períodos que visitamos, que em questão de meses pode se transformar completamente. Vamos lá?

Nossa rota até Kirkjufell foi bastante tranquila. Apesar da ventania desenfreada que é bem comum na Islândia, o céu estava com poucas nuvens e o sol brilhava num clima bem incomum. Pelo planejamento, queríamos chegar até Kirkjufell até o pôr do sol para fotografar em condições especiais essa paisagem.

Foi apertado, mas deu. Chegamos bem na hora, e a surpresa foi grande quando vi a quantidade de gelo que tomava conta do lugar e da trilha. Os turistas e fotógrafos também em grande quantidade, impressionaram. Até as cachoeiras estavam congeladas pela temperatura negativa em pleno sol.

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Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a paisagem completamente branca e as cachoeiras congeladas, mas, a experiência nova era o que importava, e só isso já valia completamente as fotos. Dia seguinte era a oportunidade de acordar cedo para novamente registrar a paisagem em novos ângulos e condições.

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Agora sim, eu senti que estava no jogo novamente! No primeiro dia era uma paisagem que eu já havia visitado e não tinha tanto encanto. Agora era algo totalmente novo: reflexos, cores e gelo. A combinação perfeita para as fotos que eu tinha imaginado nesse fim de inverno. Até mesmo as linhas na imagem ajudaram a montar a composição! Em um dado momento a luz do sol resolveu agraciar o nosso quadro acendendo a pontinha da famosa montanha. Que imagem!

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Eu já estava motivado com as fotos da manhã, e sentindo que aquele dia prometia, mas, infelizmente nossa estadia era curta por ali e até o final do dia tínhamos que chegar na Gullfoss, que era próximo à nossa próxima hospedagem. 3 horas de carro, passando primeiro pela península de Snaefelsness antes de chegar lá.

Foi um bom momento em Arnastapi, mas infelizmente o sol do meio dia estava jogando sombras muito fortes sobre a paisagem e não renderam boas fotos. Aproveitamos para revisitar a famosa budakirkja, a igreja negra mais famosa da Islândia. No entanto, o excesso de turistas nos fizeram antecipar a saída para chegar à Gullfoss próximos ao por-do-sol.

É isso, galera! No próximo episódio, vamos passar pelas famosas cachoeiras islandesas e entrar na parte mais popular da rota 1, que circula a ilha. Se você não quer perder, assina o nosso canal e não esquece de ligar as notificações para ser informado assim que sair o próximo! Abraços e tchau, tchau!

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