Composição na Fotografia em 2 minutos - BALANCEAMENTO

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Composição na Fotografia em 2 minutos - BALANCEAMENTO

Fala, Pessoal!

Estamos voltando com nossas pílulas de dicas de fotografia totalmente de graça para aqueles que querem subir de nível com as imagens sem stress. Se gostarem do material não esquece de dar aquele joinha e compartilhar com os amigos para ajudar ainda mais gente! Bora pros dois minutos!

Nosso assunto hoje é balanceamento na fotografia. Se você perceber bem, o seu quadro precisa estar balanceado para ser bem percebido pelo observador. Um dos maiores problemas de algumas imagens darem a impressão de estarem bagunçadas e confusas é que elas não são bem equilibradas pelo fotógrafo.

Em um quadro o ideal é pensar nos elementos com um certo peso. Se você agregar muitos elementos em um lado só do quadro, o observador fica com uma sensação estranha de desequilíbrio. Melhor mesmo é você fazer uma distribuição que favoreça um certo equilíbrio e instigue a curiosidade no seu observador com uma certa simetria.

No caso de ensaios e retratos é muito comum usar o espaço negativo, principalmente para reter a atenção no primeiro plano, no seu assunto. Neste caso, é bem legal balancear o fundo vazio com cores ou texturas contrastantes com o assunto, mas que não chamem tanta a atenção. Lembre-se: foco no assunto e o restante é para decorar!

É isso, galera! Se quiser conferir nossas fotos, segue a gente aí nas redes. Espero que tenham gostado e vejo vocês no próximo vídeo! Abraços e tchau, tchau.

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Esteja presente na sua jornada

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Esteja presente na sua jornada

Antes da minha última viagem eu realmente fiquei pensando sobre algumas coisas sobre a fotografia.

O que realmente importa? Por que valorizamos tanto uma imagem?

A grande verdade é que: os artistas de antigamente, fotógrafos famosos, conquistaram seu lugar com equipamentos bem aquém do que usamos hoje. Não tinha rede social. Internet? Nem pensar.

O que realmente fazia a fotografia desses artistas alcançar o mundo? Ser tão poderosa?

A história. A presença.

Em um mundo tão ocupado, com excesso de informação e de estímulos, as pessoas, infelizmente não buscam aprofundar. Basta um simples clique para registrar, e outro para compartilhar. Nesse mar de imagens, sua foto, sem alma, acaba sendo uma cópia, da cópia, da cópia, entre as demais.

Sebastião Salgado, Ansel Adams, Steve McCurry... Os trabalhos desses gênios da imagem levavam semanas, outros, meses... e até mesmo anos!

Aquelas fotos estavam carregadas de uma imersão incrível, de momentos sem precedentes.

A história gritava alto, convidava nossos corações a entender melhor aquilo.... Muito mais que qualquer efeito no photoshop.

Conecte-se... com a natureza. Compartilhe... suas histórias. Cada um tem a sua, e isso faz de todos únicos.

Esteja presente em sua jornada!

#photografulness #fotografiaplena

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Lentes Essenciais para Fotografias de Paisagens em 2 minutos

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Lentes Essenciais para Fotografias de Paisagens em 2 minutos

E aí, pessoal! Tranquilo? Vamos continuar nossa série para ensinar fotografia em dois minutos para vocês, dessa vez falando de equipamentos, ou mais especificamente, as famosas lentes, ou objetivas.

Hoje, vamos falar de lentes essenciais para fotografia de paisagens e o porque de cada uma delas. Mas, antes de começar, duas dicas: já fizemos uma série aqui sobre lentes baratas para cada uma das especialidades que vamos falar aqui nesses vídeos.

Se você está começando e quer uma lentezinha top e barata para paisagens e de quebra astrofotografia, dá uma olhada nessa aqui, a 24mm f/2.8. Além de ter uma distancia focal muito boa para paisagens em geral, ela vai te dar poder de fogo para fazer fotos de estrelas com uma abertura respeitável. Melhor ainda, ela é leve, portátil e tem o preço bem convidativo!

Essa lente aqui é obrigatória se você quer versatilidade e potência. A 24-105mm f/4 vai atender os seus anseios desde fotografias de paisagens em plano aberto, como em telefotos. Eu já disse em vários vídeos aqui que se eu tivesse apenas uma lente para levar comigo nas viagens, seria essa aqui. Ela geralmente vem no Kit de algumas câmeras, então, melhor ainda para você comprar sem culpa.

Vamos para uma opção mais profissional, agora: a 16-35 f/2.8 ou 14-24 para quem é Nikon é uma lente bem top para você carregar para fazer fotografias de paisagens com focus stacking, astrofotografia, e ganhar aqueles milímetros preciosos a mais no seu quadro. Elas são um pouco mais caras, mas sem dúvida a qualidade vai te surpreender.

Última lente obrigatória, pessoal: a 70-200mm f/4. Eu sou um defensor de que na fotografia de paisagens você precisa fotografar tele. Ponto. Essa lente além de não ser tão cara, vai te dar habilidade para capturar todas as cenas interessantes à distância. Se você tiver cacife para comprar a f/2.8, melhor ainda: vai servir para aquele ensaio também! Mas, a f/4 vai te servir perfeitamente se você for um fotografo só de paisagens.

É isso aí pessoal. Vou aproveitar para deixar aí na descrição do vídeo o link para essas lentes se você quiser dar uma olhada melhor! Até a próxima, tchau, tchau!

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Exposição na Fotografia em 2 minutos - Atmosfera

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Exposição na Fotografia em 2 minutos - Atmosfera

Olá, galera! Vamos falar sobre um tópico hoje que é, para mim, um dos mais importantes na fotografia de paisagens: Atmosfera. Vamos nessa!

A Atmosfera é a responsável por deixar a sua foto com aquele aspecto mágico que você só viu em filmes de ficção e fantasia. Uma atmosfera apropriada deixa a foto com uma cara interessante para os olhos, e principalmente, evoca emoções no observador. Nesse caso aqui, dá pra ver como uma distribuição apropriada de luzes e sombras faz a imagem ficar muito mais imponente.

Mas, como você pode fazer uma atmosfera magnífica na sua foto? Primeiramente, você tem que combinar a hora certa, com algumas estratégias de edição. Primeiro, vamos falar de hora certa: A maioria das imagens com uma atmosfera mágica foi feita em horários conhecidos como "hora dourada" ou seja, alguns minutos antes e depois do sol nascer ou se por. 

Outra dica é: Não deixe a sua imagem "estourar". mantenha até um stop abaixo da exposição "padrão" que o fotômetro te mostrar. Você vai fazer isso para manter as nuvens densas e a iluminação suave. A foto vai ficar um pouquinho mais escura que o normal, mas não se incomode. Apenas dispare.

Por fim, na hora de editar, aumente um pouco as luzes nas partes escuras, e diminua um pouco as luzes nos brancos. Basicamente assim você estará simulando um alcance dinâmico melhor na sua imagem, deixando-a bem mais bonita.

É isso aí, galera! Dois minutos! Espero que tenham gostado e não esquece de compartilhar com os amigos! Abraços, e até mais!

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3 passos (e ferramentas) para planejar minhas fotografias de paisagens antes de sair de casa

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3 passos (e ferramentas) para planejar minhas fotografias de paisagens antes de sair de casa

Fala galera! Essa semana eu to pegando firme planejando minha próxima viagem fotográfica que vai ser para os alpes e parte da Itália. Para isso, eu to usando algumas ferramentas e resolvi compartilhar o passo a passo com vocês, já que ia quebrar meu galho (do planejamento) e o de vocês, para aprender esse processo que muitos fotógrafos famosos usam.

Antes de começar, já seguiu a gente no Instagram? Aproveita esse momento pra seguir lá, pois agora estamos focados em colocar dicas curtas e rápidas que vão melhorar muito a sua vida! Sem mais delongas, vamos lá!

1.       500px e Instagram

Em primeiro lugar, quando você vai para um lugar que você não conhece, você precisa saber quais são os points para fotografar. Tem duas ferramentas para isso: o instagram, que é super famoso, e o 500px, que eu até prefiro por ser mais focado em fotografias profissionais. Isso não é novidade, pois já falamos em um vídeo recente.

Hoje, eu vou mostrar aqui para vocês como que eu faço a busca lá no 500px para o meu caso, que é uma bela fotografia do matterhorn.

Se você abrir o 500px e digitar “matterhorn” você de cara já vai ver várias fotos legais de lá. No caso dessa aqui, eu quero saber onde é o lugar desse fantástico reflexo, e o próprio fotógrafo já deixa aqui na descrição da foto a dica: stellisee, por coincidência ele diz que a melhor época é em outubro. Oba! Vambora dar mais uma olhadinha em mais fotos de lá.

Com certeza é lá que eu quero ir. Todas as fotos são bem parecidas. Só que agora eu tenho que descobrir onde é, como chega, e qual a melhor hora. Vamos usar o Google Earth para descobrir tudo isso.

2.       Google Earth

Com o Google Earth eu consigo planejar com grandes detalhes a minha foto. Isso não só pelo local, mas pela hora, e até pela iluminação que eu vou pegar no dia e hora que eu quero ir.

Como usar? É muito fácil. É só digitar o nome do lugar que você quer ir e explorar o mapa usando a bussola e a visão aqui no canto de cima. Bora ver:

Excelente. Agora eu vou ver qual a melhor hora para ir... se é no por do sol, ou no nascer do sol.

Bom, se eu quiser pegar o sol explodindo atrás da montanha, melhor o por do sol. Mas, se eu quiser pegar ela com a iluminação fraquinha da manhã e cores mais leves, melhor no nascer do sol. É só ver a barrinha ali em cima para achar a hora que você vai ter que estar lá!

Outra coisa que eu preciso ver é: como chegar lá. O Google Earth é legal porque você consegue enxergar algumas trilhas. E no meu caso aqui, provavelmente eu vou ter que pegar algum dos lifts de montanha para chegar lá e fazer uma caminhada.

3.       Google Maps

Agora que eu já sei o quê e o quando, falta o como. Nada como usar o Google Maps para chegar no destino certo. Vou selecionar aqui meu hotel, e o destino para saber como chegar lá.

Pronto.

Agora é só enviar essa rota para o meu email pessoal para eu guardar.

Ah, galera! Um extra: uma dica muito importante é você salvar o mapa offline sempre no seu celular. Eu já fui para lugares onde não tinha internet, e isso quebrou muito meu galho.

Valeu, pessoal! Entenderam? É bem fácil né? Espero que tenham gostado! Se sim, deixa um like, compartilha com os amigos e fica ligado para o próximo vídeo. Tchau, tchau!

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Fotografia de Paisagens na Suíça - Ep.4 - A caminho de Lauterbrunnen

Bom pessoal, como eu disse no vídeo anterior, eu PERDI minha Sigma 150-600mm na estação de trem do Riffelsee. Só fui dar conta quando já estava dentro do trem, no meio do caminho, voltando tranquilão para tomar o café da manhã no hotel.

Mas, apesar do susto e eu já ter dado a lente como perdida, corri atrás durante duas horas e finalmente uma alma caridosa a devolveu na estação principal lá embaixo. Suíça é Suíça né, pessoal? Só que agora, já tinha rolado um stress mental e eu estava um pouco perdido na minha programação. Resolvi então dar uma relaxada pelo resto do dia para curtir um pouco as poucas coisas que ainda não tinha visitado na cidade.

A maior dica que eu não disse aqui nos vídeos anteriores foi comprar o ticket chamado “Peak Pass”, que ainda saiu com uma boa promoção por ter sido fora de temporada. Com ele a gente tinha acesso livre aos trens e lifts de montanha e ainda direito a entrar no Glacier Paradise, uma geleira escavada no pico das montanhas a 4 mil metros de altura

Dia seguinte era hora de nos despedir. Nossa próxima parada era em Grindelwald para fazer uma grande trilha, e o caminho até lá em si já valeu muito à pena.

Mas, depois da bonança, descobrimos que o caminho estava estranho demais. Apesar de chegarmos no lugar certo pelo mapa do google, era proibido circular de carro por ali. Poderiamos deixar ele em um cantinho lá em cima e fazer a trilha, mas ficamos com medo de alguma punição e descemos tudo de volta até a cidade de fininho... sem fazer a trilha.

Não era hora de desanimar. Outras fotos maravilhosas estavam por vir, e ainda tínhamos bastante tempo. O clima estava perfeito, e chegamos a Lauterbrunnen já admirando as maravilhosas vistas e fazendo aquele passeio procurando por fotos exclusivas do lugar.

O mais magnífico era a vista do quarto do hotel. Não precisaríamos nem ter o trabalho de ir para a rua para capturar a imagem mais icônica do lugar na hora dourada. Agora era só tirar as botas, e preparar os equipamentos para disparar.

É isso galera. Nosso próximo destino agora é a frança, nas magníficas montanhas de Chamonix. Mas, antes, vamos comer um fondue primeiro... Até lá!

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Fotografia de Paisagens na Suíça - Ep.3 - Hora dourada no Riffelsee

Na nossa última aventura, percorremos a trilha dos cinco lagos perto do monte matterhorn para conseguir fotografias de paisagem diferenciadas. Mas, nosso trabalho não terminou aqui. Com um pouco de tempo restante no final do dia, resolvemos observar e analisar uma das localizações mais esperadas para a nossa viagem: o lago Riffelsee.

Essa localização exigia apenas uma pequena trilha após sair do trem de montanha em direção a estação de Gornergrat. Mesmo com as pernas cansadas e o corpo dolorido, imaginamos que poderia ser uma vantagem reconhecer esse terreno antes de partir para cá durante a manhã do dia seguinte para fotografar.

Ao chegar, já percebemos uma grande movimentação de fotógrafos. Os turistas não ousavam estar ali naquele lugar frio e afastado em um horário pouco convencional. Melhor para nós, que nos acomodamos logo na beirada do lago para conseguir uma imagem refletida, com o pôr-do-sol atrás.

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Sempre tinha ouvido de outros fotógrafos que o Riffelsee não era uma localização de pôr do sol. Motivo? O sol se põe logo atrás do matterhorn, o que pode dificultar a fotografia da montanha e dos planos da frente pelo excesso de iluminação na parte de trás. Ou seja, prejudica o bom e velho alcance dinâmico. Mas, por isso que eu sempre insisto com vocês aqui no canal: ouça as dicas, mas faça o seu próprio caminho. Pode ser que, talvez, você tenha mais sorte...

Dia seguinte, era hora de voltar para lá. A grande foto planejada era no nascer do sol, que um pouco tardio, e ainda sem o fim do horário de verão, nos ajudou a chegar lá sem preocupações para pegar uma das imagens mais importantes do dia.

Mesma posição. Mesmo local. O Riffelsee estava um pouco seco, o que fazia as algas e plantas aparecerem na superfície ao invés do imaculado reflexo da montanha mágica. Mas, isso não era problema... com criatividade, consegui algumas imagens incríveis usando as plantas como plano da frente e a montanha com a ponta queimando dos primeiros raios de sol da manhã.

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Show. Missão cumprida. A única coisa que eu não esperava era ESQUECER minha lente sigma, bem na estação de trem, na volta... Mas, deixa isso pro próximo vídeo! Abraços e tchau, tchau!

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Auroras Boreais: 5 dicas de ouro para fotografar esse fenômeno

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Auroras Boreais: 5 dicas de ouro para fotografar esse fenômeno

Olá pessoal! Vamos hoje falar sobre algo que é o sonho de muitos que é ver e fotografar as auroras boreais.

Nessa minha viagem de março de 2018 vocês devem ter visto que eu fui para a Escandinávia para caçar as famosas luzes do norte. Claro que pra isso exige uma certa preparação, uma dose de sorte e estar nos lugares certos na hora certa. Nesse vídeo eu vou compartilhar com vocês as dicas mais importantes pra fotografar esse fenômeno incrível. Vamos pra primeira?

1.       Altas latitudes

A primeira coisa que você vai precisar par ver as auroras é estar em uma alta latitude, tanto para o sul, quanto para o norte. A aurora ao sul é chamada de aurora austral e ao norte, aurora boreal. Geralmente ao sul é mais difícil ter uma visão das auroras pois apenas quando o fenômeno está bem forte é possível visualizá-la fora da Antártida, e apenas em alguns territórios como nova Zelândia, tasmânia e outros. Ao norte a história é um pouco diferente, pois há muitos territórios em altas altitudes ao norte: Islândia, Finlândia, Noruega, Rússia, Canadá, Alaska, e vários outros. Minha dica aqui nos territórios de altas latitudes é conseguir ficar em um lugar que as temperaturas não sejam tão cruéis, já que o fenômeno é visto apenas a noite. Islândia e Noruega estão nessa lista de lugares favoritos por que tem a chance de não serem tão gélidos quanto Rússia, Finlândia e Alaska.

2.       Temporada certa no ano

No hemisfério norte, as auroras são visíveis desde meados de setembro até meados de abril que é quando as noites são escuras. Em outras épocas é impossível vê-las, pois, a noite é clara demais por conta das latitudes elevadas e o verão. Logicamente, é melhor escolher uma época que o frio não seja tão devastador, então, nós costumamos escolher os meses antes do começo e ao final do inverno para equilibrar. No entanto, também é possível ver no auge do inverno, considerando que as noites são bem mais longas. É só aguentar o frio!

3.       Planejamento (e um pouco de sorte)

As auroras são um fenômeno natural, e como tal são difíceis de prever. Existem vários aplicativos como o My Aurora Forecast e o Aurora Alerts, e o site Aurora Service que podem dar previsões razoavelmente acuradas pro fenômeno. Além disso é necessário que a noite esteja sem nuvens densas para poder visualizar, já que as luzes acontecem em uma camada bem alta da atmosfera terrestre. As chances são mais altas em altas latitudes, já que nos polos há uma grande incidência do fenômeno, mas há um índice chamado KP que mede a intensidade das tempestades magnéticas que você pode monitorar. Eu, dos 20 dias de viagem consegui pegar 4 noites de visão clara do fenômeno. Ou seja, somando tudo isso, é ideal que você planeje sua estadia e suas caçadas baseado no clima, e nas previsões dos apps.

4.       Equipamentos Fotográficos

A grande maioria das minhas fotografias de auroras foram feitas com minha 14mm f/2.8. É possível usar outras lentes, principalmente quando as auroras estiverem bem fortes no céu, mas minha recomendação é usar uma lente com perfil para fotografia noturna para captar o melhor do fenômeno. Tripés são extremamente importantes, pois para captá-las com clareza, você vai precisar fazer uma exposição um pouco mais longa.

5.       Configurações da câmera

As exposições podem variar de mais de 30 segundos a algo como 1 a 2 segundos. Minha dica é que quanto mais fortes e rápidas estiverem as auroras, menor a exposição. As vezes, só é possível vê-las no horizonte, ou em altas camadas da atmosfera, assim é melhor usar uma exposição de 15 a 30s para visualizar. O ISO, eu mantive entre 1600 a 3200. Em alguns casos você pode até arriscar um 6400, mas cuidado para não gerar muito ruído. A abertura, você pode usar o máximo que sua lente permitir. Meu caso foi o f2.8, mas se você tiver lentes mais rápidas, melhor ainda.

Dica extra: Proteja-se do frio!

De noite, em climas quase polares, é normal que você fique bastante tempo exposto a temperaturas bem abaixo de zero. É comum algo como menos dez, menos quinze. Então, leve um agasalho corta vento, camadas, botas, luvas, tudo que você puder para ficar o máximo de tempo confortável. Vai ser extremamente frustrante se você tiver um display maravilhoso das auroras e não puder fazer as imagens ou mesmo vê-las em seu esplendor máximo por conta de algo comum como o frio.

Valeu, pessoal! Espero que tenham curtido as dicas! Compartilha com aquele seu amigo aventureiro e viajante e deixa um like aí se foi útil pra você! Te vejo na próxima, tchau, tchau!

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Não faça sua viagem fotográfica sem antes ver isso!

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Não faça sua viagem fotográfica sem antes ver isso!

Oi, Pessoal! Muitos me perguntam quais as coisas mais importantes para se considerar em um planejamento de viagens fotográficas? Segue o que eu penso, com a minha experiência de 5 anos fazendo isso:

1.       Use o 500px/Instagram

Qual o melhor lugar para buscar pelos melhores pontos para fotografar quando você ainda não conhece nada? A internet é claro! As melhores ferramentas na minha opinião são o 500px, que é uma plataforma altamente voltada para fotógrafos. E o instagram, que é a rede mais popular de compartilhamento de fotos do mundo.

O que você tem que fazer é bem simples: coloque palavras chaves que remetam aos lugares que você vai, e de bônus, alguma coisa que tenha a ver com momentos do dia, ou do ano, como por exemplo: “patagônia autumn”, ou “outono na patagônia”. Você vai ver milhares de resultados de outros fotógrafos com os lugares para você se inspirar. No instagram, pesquise pelas hashtags e pela geolocalização. Não tem como errar!

2.       Use roteiros de Workshops Fotográficos de terceiros

Essa aqui é muito boa, principalmente se você quer pegar aqueles caminhos mais detalhados e pouco frequentados. Há alguns fotógrafos de paisagens muito bons por aí com roteiros já determinados para os workshops que eles fazem. O lance é, se você tem coragem, usar esse roteiro, ou pelo menos se inspirar.

Eu já me baseei em roteiros do Toma Bonciu, Daniel Kordan, Erez Marom. No final das contas, se você for no google e digitar “Workshop Landscape Photography” você vai achar centenas de resultados. Se você quiser ser mais específico, digite também o lugar que você quer ir. Pegue o roteiro, e vai pra próxima dica!

3.       Use o Google Maps (My Maps)

Depois que você já souber as fotos que você vai tirar, agora você tem que chegar até elas. Não existe pra mim ferramenta melhor do que o My Maps do Google para poder organizar o roteiro da viagem. Lá, eu consigo criar as rotas, marcar os lugares que vou dormir, marcar os lugares das fotos, e depois exportar. Essa parece bem óbvia, mas é bom você ter na palma da mão a sua viagem, e até mesmo os planos B, caso algo dê errado.

4.       Use o Google Earth

Pra quem é mais detalhista, o Google Earth pode ser uma ferramenta poderosa para planejar os locais de foto. Você praticamente pode simular o ponto de vista que você vai fotografar com detalhes. Quando você já sabe onde vai, e quando, essa ferramenta dá conta do como. É sensacional!

5.       Pesquise no Airbnb, Booking, Expedia, TripAdvisor...

Pesquise por hospedagens em sites conhecidos como: Airbnb, Booking, Expedia, TripAdvisor... eu fazia 90% da minha viagem com o Booking, mas hoje estou super tranquilo e feliz com o Airbnb. As opções são maravilhosas se você souber pesquisar.

Uma vez eu reservei uma noite no Death Valley, mas, na pressa eu não me dei muita conta das avaliações e do valor estranhamente baixo. Quando chegou lá, foi a maior furada! Mal dormimos, e prejudicou praticamente dois dias de fotografias por conta do stress que passamos. Então, eu recomendo que você procure por locais com avaliações positivas e de uma quantidade representativa de pessoas. Desconfie de lugares muito baratos.

6.       Não faça mais de 4 horas de estrada por dia

Uma outra regra que uso nas minhas viagens é: Não ficar a mais de 4 horas de distância da próxima hospedagem. Quando você viaja para lugares ermos para fotografar, os imprevistos são diversos e aquela viagem de 4 horas pode virar 8 facilmente. Fora que é muito cansativo você ficar correndo de um lado para o outro para fotografar em horas específicas do dia.

Eu já peguei estradas congeladas, nevascas, tempestades, caminhos fechados por causa de deslizamentos e até retornos de mais de cem quilômetros por causa de acidentes naturais. Então, se você realmente precisa viajar mais de quatro horas de uma hospedagem para outra, prepare-se para matar esse dia se algo der errado.

7.       Fique próximo aos lugares das fotos da Golden Hour

Outra coisa fundamental para mim é ficar o mais próximo possível dos lugares que eu tenho um interesse especial em fotografar. Próximo, na minha linguagem é no máximo meia hora de carro. Porquê? Já tentou acordar de madrugada para ir fotografar o nascer do sol? Não é uma experiência muito agradável, ainda mais quando você tem que fazer trilhas.

Mesmo que seja um pouco mais caro, dê um jeito de ficar perto dos lugares especiais para pegar as horas douradas. Eu tenho experiência que isso funciona bastante, até porque tira aquela preguiça, e aumenta suas chances de pegar uma condição de clima especial. Na Islândia, eu dormi a cinco minutos da Kirkjufellfoss. No pôr do sol estava lotado de turistas, e o clima tava uma droga. No nascer do sol no dia seguinte estava o paraíso!

8.       Alugue um carro (Decente!)

Eu não consigo imaginar uma viagem fotográfica sem mobilidade. Depender de horário de ônibus ou outros transportes de terceiros para chegar a lugares complicados pode matar a sua viagem. Ou pelo menos você vai ter muita dificuldade...

Alugue um carro. E não só isso: Alugue um carro decente! Se você vai só dar aquele rolezinho pela toscana, pode ficar tranquilo, de repente um carrinho 1.0 resolve, é só ver se dá pra levar as malas. Agora, não faça como eu, que aluguei um CORSINHA SEDAN para rodar mais de mil quilômetros na Patagônia Argentina e Chilena.

Alguns pontos da estrada eram péssimos, e dentro dos parques a coisa pode ficar ainda pior. Em alguns momentos eu cheguei a pedir pelo amor de deus para o carro aguentar, e no final, deu tudo certo. Acho que vocês entenderam o recado. Não seja pão duro aqui pois você pode colocar sua viagem toda a perder!

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Fotografando a Noruega - Ep.3 - Ilhas Lofoten (Reine e Hamnoy)

Reine e Hamnoy. Finalmente chegamos à ponta da nossa jornada nas Ilhas Lofoten. É aqui, nessas pequeníssimas ilhas, que as paisagens mais icônicas do inverno da Noruega se mostram mais belas. E nós, apesar de enfrentar um clima bastante fechado no início, demos bastante sorte, pegando as paisagens com aquela cobertura especial de açúcar da neve fresca em Reine.

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No dia seguinte, voltaríamos novamente. A paisagem foi incrível, mas merecia um bis. Já estávamos bem tranquilos, com as imagens boas, mas na fotografia de paisagens sempre há espaço para um dia melhor adiante.

A neve começou a cair com força. Era um momento crucial decidir se encarariamos uma hora de estrada para ir, e depois para voltar, para fazer as mesmas imagens de ontem. Adivinha o que fizemos? Para completar ainda poderiamos voltar na famosa Reine, na pontinha do arquipélago, e ainda não tínhamos na nossa coleção a foto da casinha amarela de Sakrisoy. Câmeras a posto, e partimos para completar a nossa caçada.

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Sensacional. Foi uma lição para mim. Nunca deixe a preguiça, ou o clima ruim falar mais alto. Eu estava comemorando que as melhores imagens saíram exatamente naquele dia de nevasca, e uma das horas douradas mais belas aconteceram ali. Fotografia de paisagens é igual a pescar: você pode não saber o que vai pegar, mas sabe que só vai pegar se estiver do lado de fora.

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É isso galera. Nossa série termina por aqui. Espero que tenham gostado, e não esqueçam de conferir o roteiro no nosso blog. O link está aqui na descrição. Se curtiram, deixa um joinha e compartilha com aquele amigo viajado que você tem na sua lista! Abraços e até mais!

 

 

 

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